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Arquivo de Notícias
Discurso do Presidente na tomada de posse

No dia 26 de Junho, durante a eucaristia presidida por D. Albino Cleto, administrador apostólico da Diocese de Coimbra, que decorreu na Igreja da Rainha Santa Isabel, tomaram posse os novos corpos gerentes para o quadriénio de 2011-2015.
Apresentamos aqui o discurso do Presidente da Mesa Administrativa, Prof. Doutor António Manuel Ribeiro Rebelo, proferido nessa ocasião.

Exª Revª, Senhor D. Albino Cleto

Digníssimas Autoridades Académicas, Civis e Militares

Ilustres Convidados

Caros Confrades, Irmãs e Irmãos da Confraria da Rainha Santa Isabel

Minhas Senhoras e Meus Senhores

 

Neste momento solene do início de uma nova fase da nossa Confraria, marcada, desde logo, pelo falecimento do nosso saudoso Presidente, o Doutor Aníbal Pinto de Castro, seguindo-se-lhe a recente actualização do nosso Compromisso, gostaria de começar por agradecer aos nossos Confrades a confiança que depositaram nos elementos dos Corpos Gerentes empossados e afianço que envidaremos todos os esforços por bem servir a Confraria, apesar das exigências cada vez maiores no plano profissional e dos sacrifícios que tal ocupação exige às nossas famílias. Confio na dedicação dos Confrades que aceitaram integrar a lista eleita em momento bem crítico, a quem saúdo muito cordialmente, esperando que todos, procedendo sempre de harmonia e respeito entre si, com zelo desinteressado e espírito cristão, de que não duvido, farão uma administração boa e honesta, que não deixará certamente de trabalhar pelo incremento e esplendor do culto da nossa excelsa Padroeira e erguer o prestígio da nossa instituição.

É para nós um orgulho, mas, acima de tudo, uma grande responsabilidade, suceder no cargo a homens irrepetíveis no curso da História da nossa instituição quanto são as insignes personalidades de D. António José de Freitas Honorato, do Doutor António Garcia Ribeiro de Vasconcelos ou do Doutor Francisco José de Sousa Gomes, que iremos homenagear, aqui e no CADC, no próximo dia 8 de Julho, por ocasião do centenário da sua morte, e para cujo evento convidamos todos quantos se quiserem associar a essa justa homenagem.

O nosso programa sufragado nas eleições do passado mês de Abril é conhecido e assenta essencialmente nos seguintes pontos:

  1. A preocupação com o saneamento financeiro da Confraria.
  2. A obrigação que sentimos para com as futuras gerações de preservar um património que não só é artístico e arquitectónico, mas, muito mais do que isso, faz parte da herança espiritual de Coimbra. Daí a nossa preocupação com o planeamento e implementação de trabalhos de restauro, conservação e requalificação de espaços, o restauro das peças com valor museológico, a criação de um Centro Interpretativo sobre a vida das Clarissas no Mosteiro, em relação com o culto à Rainha Santa.
  3. A recuperação do espólio do Arquivo da Confraria, projecto já em curso, que visa restaurar e tratar toda a documentação do nosso Arquivo, passando também pela sua digitalização.
  4. A criação de um Centro de Estudos Isabelinos que possa reunir bibliografia e documentação relativa a tudo quanto diga respeito à Rainha Santa, ao Mosteiro de Santa Clara e à Confraria. Posso, desde já, anunciar que os familiares do Senhor Pe. Sebastião Antunes Rodrigues, antigo capelão da Confraria, resolveram doar a este Centro o espólio relativo à Rainha Santa, incluindo a sua documentação pessoal. Outras ofertas e doações se encontram em preparação.
  5. Anima-nos a renovação da Confraria, nos seus quadros e no seu espírito, numa ligação mais estreita à Universidade, bem como o seu património sócio-cultural, em que se incluem tradições perdidas e que urge recuperar. A estreita relação da Confraria com a cidade e com a Universidade é, com efeito, uma das tradições seculares que pretendemos promover.
  6. Preparar tudo para que as celebrações dos 500 anos da beatificação da nossa padroeira, no ano de 2016, possam decorrer com o esplendor e a dignidade que Santa Isabel merece.

Embora consciente das sérias dificuldades que iremos enfrentar, sobretudo nos tempos difíceis que estamos a viver, resolvi aceitar este desafio com espírito de missão, com o espírito de servir a Cristo e à Sua Igreja, colocando à Sua disposição os parcos talentos que Deus me confiou.

Dos Confrades e Irmãos da Rainha Santa Isabel deve esperar-se sempre uma atitude generosa e discretamente gratuita, porquanto desprovida de qualquer tipo de ambições, exclusivamente animada pelo cumprimento desse imperativo cristão que é o espírito de bem servir.

Partimos para um mandato de quatro anos. Espero que, no final deste ciclo, que agora tem início, a Confraria esteja suficientemente renovada para dar lugar a novas dinâmicas, pois consideramos que, a bem da instituição, qualquer que ela seja, as pessoas não se devem eternizar nos cargos que ocupam. Para a execução do nosso programa, contamos com a participação activa dos nossos Confrades e Irmãos, e de todas as forças vivas da cidade. A devoção à Rainha Santa assim no-lo exige. A todos peço, pois, a caridade de nos auxiliarem na execução desta nobre tarefa.

Finalmente, cumpre-me agradecer a V. Exª Revª, Senhor D. Albino, a alta distinção de se ter dignado presidir a este acto de tomada de posse. Não esqueceremos a relevância que a veneranda presença de V. Exª Revª emprestou sempre, ao longo do seu episcopado, aos actos públicos e festivos da nossa Confraria, bem como toda a compreensão, colaboração e disponibilidade com que sempre nos honrou. Muito bem-haja por todas essas provas de deferência, Senhor D. Albino.

Rogamos a V. Exª Revª que a Confraria continue a ser merecedora do seu afecto e das suas orações, já que, pelas suas singulares qualidades de ponderação e de bondade, granjeou o respeito e a gratidão de todos os devotos da Rainha Santa.

Sabendo que a Igreja tem ainda muito a esperar de V. Exª Revª, despedimo-nos recorrendo ao secular voto com que habitualmente a Mesa da Confraria formula as suas despedidas quando se dirige ao Bispo de Coimbra:

QUE DEUS E A RAINHA SANTA GUARDEM A V. EX.ª REV.MA E CONSERVEM A SUA PRECIOSA VIDA POR LARGOS ANOS COMO HEMOS MISTER.

 

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