00351 239 441 674
secretario @ rainhasantaisabel.org
Vamos Restaurar a Capela-Mor – Angariação de Fundos

VAMOS RESTAURAR A CAPELA-MOR DA IGREJA DA RAINHA SANTA ISABEL? 

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VAMOS A ISSO – COLABORE NESTA CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS

Pode fazer o seu donativo na igreja ou enviando-nos cheque à ordem da Confraria da Rainha Santa Isabel ou por transferência bancária para o NIB: 036.0033.99100687871.81, remetendo-nos o comprovativo de pagamento e indicando o seu nome, NIF e morada para que lhe possamos enviar o recibo.

Contacte-nos:

Confraria da Rainha Santa Isabel – Igreja da Rainha Santa Isabel – Alto de Stª Clara P-3040-270 Coimbra
Telefone: +351 239441674 recordatoriocrsi@gmail.com.

Os donativos para Instituições Religiosas, como é o caso da Confraria, podem ser abatidos no IRS, no anexo H (Benefícios Fiscais e Deduções), quadro 7.

Os benfeitores que nos ajudem com um valor mínimo de 500,00 euros serão agraciados com um diploma ricamente iluminado e especialmente concebido para o efeito.

Divulgue esta campanha pelos seus amigos, empresas e comerciantes conhecidos.

Solene Procissão do Senhor dos Passos – 2019

A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel vem informar todos os Confrades e Irmãos sobre os honrosos agradecimentos enviados pelo senhor Cónego Sertório Baptista e pelo senhor Padre Francisco Prior Claro à Confrariada Rainha Santa Isabel, pela sua relevante participação na solene Procissão do Senhor dos Passos do passado dia 17 de Março, na cidade de Coimbra – “jornada de fé memorável! Deus seja louvado pelas maravilhas que faz em nós e por meio de nós!“.

A todos os Confrades e Irmãos que, com a sua presença e participação na solene Procissão, representaram a Confraria da Rainha Santa Isabel, a Mesa Administrativa agradece de forma muito penhorada a inestimável e sacrificada colaboração.

Com os melhores cumprimentos,
Joaquim Costa e Nora

Edital

ELEIÇÃO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

Não tendo sido apresentadas à mesa da Assembleia Geral da Confraria, dentro do prazo normal determinado pelo Compromisso, quaisquer listas de candidatura, esse prazo é prorrogado até às 18 horas do dia 21 de Janeiro corrente.

Em 3 de Janeiro de 2019

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,

Prof. Dr. Adelino Marques

Assembleia Geral Extraordinária

CONVOCATÓRIA

Nos termos do artigo 27.º, b) e do artigo 28.º, n.º 5, do Compromisso da Confraria da Rainha Santa Isabel, convoco a Assembleia Geral da Confraria, a reunir na sua sede no dia 16 de Fevereiro de 2019, às 9 horas e 30 minutos, com a seguinte Ordem de Trabalhos:


Ponto único: Eleição dos Corpos Sociais da Confraria para o quadriénio de 2019-2023.
Se não estiverem presentes a maioria dos Confrades no pleno uso dos seus direitos, a Assembleia funcionará, em segunda convocatória, meia hora mais tarde, com qualquer número de membros (Compromisso, artigo 28.º, n.º 6).
As listas deverão ser apresentadas até ao dia 2 de Janeiro de 2019 (Art. 42.º, n.º 6).

Coimbra e sede da Confraria, em 10 de Dezembro de 2019.

O Presidente da Assembleia Geral,

(Prof. Doutor Adelino Marques)

Em louvor da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Em louvor da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

 

Temos o prazer de vos convidar para a conferência intitulada “Leituras a partir do Retábulo da da Conceição”, seguida da celebração de Vésperas a N. S. da Conceição, pelo coro da igreja da Rainha Santa Isabel, com a colaboração do Cón. Pedro Miranda, numa organização conjunta da Confraria da Rainha Santa Isabel, da Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel e do CADC – Centro Académico de Democracia Cristã.
O evento terá lugar no dia 7 de Dezembro, às 21.30, na igreja da Rainha Santa Isabel.

Cadernos Eleitorais – 2020

 

Eleições para os órgãos sociais da Confraria da Rainha Santa Isabel

De acordo com o estipulado no nº 2 do Artº 42º do Compromisso da Confraria da Rainha Santa Isabel, afixam-se os cadernos eleitorais:

Cadernos eleitorais da

Confraria da Rainha Santa Isabel

Por ordem de numeração de confrades

 

Nº de confrade Nome
357 Adelino Augusto de Abreu Fernandes Marques
358 João Rodrigues Teixeira
359 José Eduardo Rodrigues da Costa Lobo
361 Ramiro Braz Monteiro
363 Abílio Henriques Oliveira
364 José António Neves de Oliveira
365 João Carlos Torres França
366 Carlos António Regêncio Macedo
367 António Manuel Ribeiro Rebelo
368 Joel Gonçalves Araújo
369 Milton Pedro Dias Pacheco
370 António José Nunes Pinto
371 Armando Lopes Porto (UC)
372 Aurélio Jorge Filipe Vasques
373 Bruno Alexandre Sampaio Lobo
374 Carlos José Santos Barreira
375 Carlota Maria Lopes de Miranda Urbano (UC)
376 Filipe José Ralha de Vasconcelos
377 Francisco de Assis Travassos Cortez da Cunha Matos
378 P. Francisco Eloi Martinho Prior Claro
379 Henrique de Sousa Teixeira
380 Henrique Vilaça Ramos (UC)
381 Isabel Garcia Jardim de Campos Amorim
382 João José de Lemos da Cunha Matos
383 João José Simões Gomes
384 Joaquim José Carvalhão Teixeira Santos
385 Joaquim Leandro Monteiro Costa e Nora
386 Joaquim Manuel Carvalho Amado
387 Jorge Nuno Pires Sampaio
388 José António Soares Lopes
389 José Augusto Rodrigues Simões
390 José Manuel de Sousa Vieira
392 Luís Manuel Ferreira de Brito
393 Luís Nogueira Pinheiro
394 Manuel António Garcia Braga da Cruz
395 Manuela Carvalhão Mendes de Teixeira Santos
397 Maria do Céu da Silva Mendes Coelho
398 Maria Isabel Garcia Braga da Cruz
399 Maria Margarida Lopes de Miranda (UC)
400 Maria Teresa Marques Salgado Lameira
401 Maria Teresa Ribeiro Baptista de Almeida
402 Mariana Isabel Ralha de Vasconcelos
403 Mário Jorge Salgueiro Amado
404 Paulo Sérgio Margarido Ferreira (UC)
406 Saul António Gomes (UC)
407 Teresa Filomena Travassos Cortez da Cunha Matos
408 Tiago Afonso Lopes de Miranda
409 Anabela Faria de Carvalho Ramos
410 António Augusto Dias Marques
411 Carlos Alberto Marques Gonçalves Nossa
412 Carlos Manuel Trigo Mendes
413 Clara Maria Monteiro Seco
414 Euclides Maria Camarinho
415 Fernando Carlos Baptista Regêncio
416 Isménia Maria Monteiro Filipe
417 Joaquim dos Santos da Silva Pimenta
418 José Manuel Moreira Cardoso da Costa (UC)
419 José Manuel Viseu Fernandes
420 José Paulo Vasques Costa
422 Marcelino dos Santos Ferreira
423 Maria João Buzano Vieira
425 Nuno Filipe Martins Fachada Fileno
426 Pedro Manuel de Matos Sequeira Alcoforado
427 Rúben André Abreu Fonseca
428 Vítor Manuel dos Matos Lobo (UC)
429 Cristina Maria Dias Simões
430 Francisco Manuel Relva Pereira
431 P. Miguel Soares de Albergaria D’Aguiar
432 Nair de Nazaré Castro Soares
433 Vítor Gabriel de Castro Soares Morgado
434 Américo Baptista dos Santos
435 Américo Miranda Pires dos Santos
436 Dália Isabel Martins Ribeiro dos Santos
437 Maria Frederica Ressano Garcia Morão Chichorro
438 Ricardo António Vieira da Veiga Ferrão

Ordenados por ordem alfabética

Nº de confrade Nome
363 Abílio Henriques Oliveira
357 Adelino Augusto de Abreu Fernandes Marques
434 Américo Baptista dos Santos
435 Américo Miranda Pires dos Santos
409 Anabela Faria de Carvalho Ramos
410 António Augusto Dias Marques
370 António José Nunes Pinto
367 António Manuel Ribeiro Rebelo
371 Armando Lopes Porto (UC)
372 Aurélio Jorge Filipe Vasques
373 Bruno Alexandre Sampaio Lobo
411 Carlos Alberto Marques Gonçalves Nossa
366 Carlos António Regêncio Macedo
374 Carlos José Santos Barreira
412 Carlos Manuel Trigo Mendes
375 Carlota Maria Lopes de Miranda Urbano (UC)
413 Clara Maria Monteiro Seco
429 Cristina Maria Dias Simões
436 Dália Isabel Martins Ribeiro dos Santos
414 Euclides Maria Camarinho
415 Fernando Carlos Baptista Regêncio
376 Filipe José Ralha de Vasconcelos
377 Francisco de Assis Travassos Cortez da Cunha Matos
378 Francisco Eloi Martinho Prior Claro
430 Francisco Manuel Relva Pereira
379 Henrique de Sousa Teixeira
380 Henrique Vilaça Ramos (UC)
381 Isabel Garcia Jardim de Campos Amorim
416 Isménia Maria Monteiro Filipe
365 João Carlos Torres França
382 João José de Lemos da Cunha Matos
383 João José Simões Gomes
358 João Rodrigues Teixeira
417 Joaquim dos Santos da Silva Pimenta
384 Joaquim José Carvalhão Teixeira Santos
385 Joaquim Leandro Monteiro Costa e Nora
386 Joaquim Manuel Carvalho Amado
368 Joel Gonçalves Araújo
387 Jorge Nuno Pires Sampaio
364 José António Neves de Oliveira
388 José António Soares Lopes
389 José Augusto Rodrigues Simões
359 José Eduardo Rodrigues da Costa Lobo
390 José Manuel de Sousa Vieira
418 José Manuel Moreira Cardoso da Costa (UC)
419 José Manuel Viseu Fernandes
420 José Paulo Vasques Costa
392 Luís Manuel Ferreira de Brito
393 Luís Nogueira Pinheiro
394 Manuel António Garcia Braga da Cruz
395 Manuela Carvalhão Mendes de Teixeira Santos
422 Marcelino dos Santos Ferreira
397 Maria do Céu da Silva Mendes Coelho
437 Maria Frederica Ressano Garcia Morão Chichorro
398 Maria Isabel Garcia Braga da Cruz
423 Maria João Buzano Vieira
399 Maria Margarida Lopes de Miranda (UC)
400 Maria Teresa Marques Salgado Lameira
401 Maria Teresa Ribeiro Baptista de Almeida
402 Mariana Isabel Ralha de Vasconcelos
403 Mário Jorge Salgueiro Amado
431 Miguel Soares de Albergaria D’Aguiar
369 Milton Pedro Dias Pacheco
432 Nair de Nazaré Castro Soares
425 Nuno Filipe Martins Fachada Fileno
404 Paulo Sérgio Margarido Ferreira (UC)
426 Pedro Manuel de Matos Sequeira Alcoforado
361 Ramiro Braz Monteiro
438 Ricardo António Vieira da Veiga Ferrão
427 Rúben André Abreu Fonseca
406 Saul António Gomes (UC)
407 Teresa Filomena Travassos Cortez da Cunha Matos
408 Tiago Afonso Lopes de Miranda
433 Vítor Gabriel de Castro Soares Morgado
428 Vítor Manuel dos Matos Lobo (UC)
Organização de eventos nos espaços da Confraria da Rainha Santa Isabel

Atendendo aos vários pedidos, apresentamos a informação mais actualizada, aprovada pela Mesa Administrativa, relativamente à organização de eventos nos espaços da Confraria.

A Mesa da Confraria da Rainha Santa Isabel, em reunião de 16-2-2017, estabeleceu que está receptiva a pedidos para a organização de eventos nos seus espaços, desde que a sua utilização não seja contrária à santidade do lugar e não colida com os objectivos e interesses consagrados no Compromisso da CRSI.

Eventos a realizar no espaço sagrado da igreja estão sempre sujeitos à apreciação prévia da Cúria Diocesana e são obrigatoriamente gratuitos. Segundo a Santa Sé, aquilo que podemos ouvir numa igreja é a música sacra, que “foi composta para a liturgia, mas que, por motivos contingentes, não pode ser executada durante a celebração litúrgica”, a música religiosa, “que se inspira num texto da Sagrada Escritura ou na Liturgia, ou que se refere a Deus, à Virgem Maria, aos Santos ou à Igreja”. As normas para a realização de concertos nas igrejas encontram-se regulamentadas pelo documento intitulado “Princípios e Orientações sobre os Bens Culturais da Igreja”, aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa em 16 de Novembro de 2005:


“A realização destes concertos em igrejas […] obedecerá sempre às normas publicadas pela Santa Sé e pelas dioceses portuguesas, segundo as quais o reportório deverá ser condizente com o lugar sagrado, constituído por música sacra ou religiosa, e sujeito a aprovação superior. Estabelece-se também que estes concertos, que se destinam a proporcionar momentos de elevação espiritual, sejam inteiramente gratuitos”.

Uma vez que, no caso de concertos, o reportório deve ser obrigatoriamente de música sacra ou religiosa, este deve ser enviado à Mesa da Confraria com, pelo menos, 1 mês de antecedência, indicando o lugar, a data, a hora e o programa do concerto com o nome das obras musicais a apresentar e os seus autores, a fim de ser previamente aprovado (e em tempo útil) pela Cúria Diocesana.

A única obrigação é a de as instituições que solicitarem os espaços contribuírem com um donativo mínimo de 500 euros, para cobrir despesas logísticas com a organização do evento e a título de compensação pelos gastos de funcionamento (electricidade, limpeza, horas extraordinárias de funcionários, etc.).

Não se trata de qualquer taxa tal como as que se encontram estipuladas pelo Estado relativamente à cedência de espaços em monumentos nacionais (cf. Despacho n.º 2884/2018, publicado em Diário da República n.º 57/2018, Série II de 2018-03-21), onde, por esse motivo, constam montantes proporcionalmente 10 a 20 vezes superiores a esta pequena contrapartida.

As instituições interessadas podem ficar isentas da contrapartida financeira referida no parágrafo anterior, desde que a iniciativa seja proposta à Confraria da Rainha Santa Isabel e à Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel a título de co-organização com ambas as associações, uma vez que a LACRSI assume a organização dos eventos culturais nos espaços da CRSI. Estas iniciativas exigem a colocação dos logótipos da CRSI e da LACRSI nos cartazes e demais publicidade.

Noutros espaços, que não na igreja, os eventos organizados pela CRSI e pela LACRSI podem estar sujeitos a um donativo mínimo, o qual reverte integralmente para as obras de restauro do Mosteiro. Quaisquer iniciativas que sejam propostas por outras instituições à CRSI e que sejam por esta aprovadas estão sujeitas à repartição equitativa dos lucros operacionais, sempre em co-organização com a CRSI e a LACRSI, além da exigência da colocação dos logótipos da CRSI e da LACRSI nos cartazes e demais publicidade.

A obtenção de fotografias ou registos equivalentes que pretendam documentar o interior dos espaços sagrados, os valores artísticos ou documentais que neles se contêm, bem como acções ou acontecimentos que ali se realizem, está sujeita a prévia autorização da CRSI ou, em última instância, da Cúria Diocesana. A captação de imagens dentro dos espaços da Confraria da Rainha Santa Isabel, seja para fins comerciais, seja para fins académicos, está sujeita a direitos de imagem, cujo regulamento pode ser consultado aqui.

Chá no Paço da Rainha

No âmbito das Jornadas Europeias do Património, a Confraria da Rainha Santa Isabel vai organizar no dia 23 às 16h, o evento “Chá no Paço da Rainha”, um chá solidário, nos claustros do mosteiro de Santa Clara-a-Nova, de angariação de fundos para as obras da Capela-mor.
A inscrição nesta iniciativa decorre até 18 de Setembro no Recordatório da Igreja da Rainha Santa Isabel e tem o custo mínimo de 5 euros. Durante o evento, haverá animação musical.
As inscrições decorrem no Recordatório (tel.: 239441674).

Esclarecimento aos devotos e à população

Esclarecimento aos devotos e à população

Tendo sido suscitadas dúvidas em alguns meios de comunicação social sobre a propriedade do “adro da Igreja da Rainha Santa Isabel”, também conhecido como “pátio da entrada” e “varanda da Rainha Santa”, e sobre o direito da Confraria em pedir aos visitantes um contributo para as despesa do culto e para as obras de conservação e restauro do seu património edificado, vem a Confraria da Rainha Santa Isabel prestar o seguinte esclarecimento:

1) O adro da Igreja da Rainha Santa Isabel é propriedade da Confraria da Rainha Santa Isabel

A Confraria da Rainha Santa Isabel é a proprietária do espaço que constitui o adro da Igreja da Rainha Santa Isabel, com os fundamentos que a seguir resumidamente se expõem:

I – Fundamento histórico:

Na sequência da publicação do Decreto de 28 de Maio de 1834 que extinguiu as Ordens religiosas em Portugal e impôs a apropriação dos seus edifícios pelo Estado, publicado por Joaquim António de Aguiar (vulgarmente conhecido por “mata-frades”), quando faleceu a última monja ali recolhida no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, foi o Mosteiro das clarissas, incluindo a Igreja (hoje conhecida como Igreja da Rainha Santa) e o respectivo adro (o espaço que nos ocupa no presente esclarecimento) entregue à Confraria da Rainha Santa Isabel.

Aliás, no século XIX, este adro da Igreja, que servia não só os devotos da Rainha Santa, mas também os fiéis da área de Santa Clara, constituía um pátio totalmente fechado, rodeado por altos muros (como se pode ver em fotografias antigas) – incluindo pelo lado nascente – e até tinha portas de madeira – conforme está documentado por fotografias da época.

Em 1904, foi o presidente da Confraria, o Prof. Doutor Francisco José de Sousa Gomes, quem mandou deitar abaixo o muro a nascente (à direita numa das fotografias), “rasgando” o adro que ficou com a bela vista para a cidade que ainda hoje apresenta.

Mas a intenção do presidente da Confraria foi a de possibilitar que a cidade visse, bem de longe e sem quaisquer barreiras, o monumento dedicado à Imaculada Conceição de Nossa Senhora, que iria ser oferecido à Confraria da Rainha Santa Isabel pelo Bispo de Coimbra, D. Manuel de Bastos Pina (Benemérito da Confraria), por ocasião do 50º aniversário do dogma da Imaculada Conceição – conforme o ilustram fotografias da época -, o que ocorreu logo em 1905.

No final dos anos 20 do século passado, o Prof. Doutor António de Vasconcelos, quando voltou a exercer a presidência da Confraria, mandou colocar este monumento (dedicado à Imaculada Conceição de Nossa Senhora) no centro dos claustros do Mosteiro, onde ainda hoje se encontra.

Ora, só quem é dono dos espaços é que pode exercer neles actos como os acima descritos, os quais, aliás, não tiveram oposição de quem quer que fosse.

II – Fundamento judicial:

Em 9 de Abril de 1984, foi movido pelo Ministério Público (em representação do Estado Português – concretamente, a Direcção Geral do Património do Estado e o Ministério das Finanças e do Plano) e contra esta Confraria um processo judicial, em que foi pedido, além do mais, que fosse reconhecido que os bens entregues à Confraria pertenciam ao domínio público – cfr. Acção ordinária n.º 139/1984, que correu termos pela então 2.ª Secção do 1.º Juízo do Tribunal Judicial da comarca de Coimbra.

Este processo judicial culminou com o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 23 de Outubro de 1986, que confirmou as unânimes decisões anteriores, quer da 1.ª Instância (Sentença datada de 29/11/1984), quer do Tribunal da Relação de Coimbra (acórdão datado de 22/10/1985), que sempre julgaram totalmente improcedente o pedido formulado pelo autor do processo.

Aliás, no referido acórdão do S. T. J. é expressamente concluído o seguinte:

Assim sendo, como é, a Confraria teria adquirido a propriedade dos bens em causa nos princípios do ano de 1936, muito por consequência da publicação e entrada em vigor da citada Lei n.º 2078”.

Esta decisão judicial, proferida há cerca de 32 anos, foi aceite e acatada por todos, nomeadamente por ambas as partes litigantes.

Pacificamente … pelo menos, até hoje.

III – Fundamentos factuais:

Desde sempre, mas sobretudo desde o trânsito em julgado da referida decisão judicial, tem sido a Confraria da Rainha Santa Isabel quem tem exercido sobre o adro da Igreja em questão todos os actos de legítima e exclusiva proprietária, com as limitações decorrentes da Lei, disponibilizando-a para ser usada e fruída pela população em geral e pelos católicos em especial (a Igreja Católica é constituída pelos fiéis).

O Exército utilizou o espaço do adro da Igreja da Rainha Santa ao abrigo de servidão militar, decretada legalmente para defesa dos estabelecimentos militares que ali estiveram sediados.

Também as autoridades administrativas que têm poder de vigilância patrimonial sobre o imóvel em apreço, designadamente a hoje Direcção Regional de Cultura do Centro (e, antes, as suas congéneres, ainda que com outras designações oficiais), têm reconhecido a Confraria como proprietária do adro da Igreja, como aconteceu quando foi necessário vedar o adro em causa e, mais recentemente, quando foi indispensável intervir numa árvore de grande porte ali existente que representava perigo iminente de poder tombar.

Igualmente a Câmara Municipal de Coimbra tem reconhecido a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do espaço acima designado por adro da Igreja pois, por diversas ocasiões e em anos sucessivos, pediu à Confraria (e não ao Exército, nem ao Estado central) autorização para a ocupação do adro da Igreja com a realização de espectáculos e outros eventos culturais promovidos pelo Município.

O mesmo tem acontecido com a Junta de Freguesia, para a realização de eventos desportivos por si promovidos.

Até a empresa municipal Águas de Coimbra reconhece a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do adro da Igreja, pois facturou recentemente à Confraria uns trabalhos efectuados nesse espaço do adro em apreço, sobre umas canalizações subterrâneas, existentes nesse mesmo adro e que se tinham rompido (ainda que estas canalizações sejam as que fazem a ligação da água ao edifício pertencente ao Estado e ainda sob jurisdição militar).

Assim sendo, como é, entende a Confraria que não pode haver dúvida séria acerca do seu direito de propriedade sobre o adro da Igreja.

2) Faculdade da Confraria da Rainha Santa Isabel em pedir aos visitantes um contributo para as despesas do culto e para as obras de conservação e restauro do seu património edificado,

Estatutariamente a Confraria da Rainha Santa Isabel tem o dever de manter os seus espaços “em estado de conservação, decência e limpeza”.

  1. a) Para defender os espaços que lhe pertencem, a Confraria viu-se obrigada a vedar esses seus espaços.

Na verdade, há cerca de uma década começou a verificar-se que o adro da Igreja, estava a ser constantemente vandalizado por frequentadores nocturnos (automóveis que aí se deslocavam para malabarismos em alta velocidade, que danificavam a calçada e os materiais logísticos ali existentes, tais como as passadeiras de acesso a deficientes, além de representarem um perigo para o próprio monumento; carrinhas estacionadas em espaços sombrios, ao fundo do adro, onde decorriam práticas de prostituição pouco consentâneas com a dignidade do espaço; tráfico de droga, que infestava os espaços de seringas e respectivo lixo, material muito perigoso para a saúde pública e que habitualmente é tratado de forma especial e adequada nos hospitais; garrafas de bebidas e dejectos à porta da própria igreja).

Confrontada diariamente com o descrito e deprimente cenário, pediu a Confraria ajuda à PSP, para uma vigilância mais assídua: mas, apesar de um reforço da vigilância policial, não havia efectivos suficientes para assegurar uma presença dissuasora.

Com o mesmo objectivo, pediu a Confraria à CMC a instalação de pinos elevatórios à entrada do adro do Mosteiro, para evitar que entrassem viaturas durante a noite, mantendo, todavia, o acesso para os peões que quisessem usufruir das vistas à noite, tendo obtido como resposta camarária que tal não era possível, pois os pinos que existiam estavam a dar problemas.

Esgotados os recursos e na falta de solução alternativa, a Confraria viu-se na necessidade de fechar o portão à noite, para salvaguarda do espaço e da sua dignidade.

  1. b) Pararealizar a essencial defesa, manutenção e conservação do Património, bem como a sua exposição ao público em geral, a Confraria fez um levantamento dos trabalhos a efectuar e dos respectivos custos.

E verificou-se que eram indispensáveis os seguintes trabalhos, sistemáticos e periódicos:

– a limpeza de todos os espaços e mobiliário;

– a preparação da Sala do Capítulo, para acolher um espaço polivalente, museológico e logístico (destinado e usado já para concertos, exposições, conferências, etc.);

– a preparação do Coro Alto não só para acolher visitas turísticas, mas também para a realização de eventos culturais, como vai ser o do primeiro concerto que iremos realizar no dia 16 de Junho à noite;

– o alargamento do espaço museológico ao Ante-Coro Alto e às galerias dos Claustros;

– o embelezamento do jardim dos Claustros, por exemplo, que todos louvam, embora nem todos se apercebam de que há ali um investimento anual regular de cerca de 6 a 10.000 euros, pagos com as receitas turísticas.

Neste momento, p. ex., está a decorrer a campanha de angariação de fundos para restauro da capela-mor da igreja da Rainha Santa Isabel.

Mas vão surgindo sempre outras dificuldades:

Há um telhado em risco de ruína, na caixa de escadas poente dos claustros, a que é indispensável acudir brevemente – já há a autorização para o efeito da Direcção Regional da Cultura do Centro –, o que se realizará logo que se consiga angariar o valor necessário para a obra.

Neste preciso momento, as térmitas continuam a carcomer os painéis de talha da igreja, do coro baixo e do coro alto.

Os claustros precisam de intervenções urgentes, agora que as obras de isolamento do telhado estão a chegar a seu termo.

São estes os problemas que ninguém vê.

Mesmo os fiéis só dão conta destes problemas quando são erguidos andaimes dentro da igreja, como aconteceu, há pouco tempo, quando começaram a cair pedaços do tecto.

Além das necessárias e avultadas despesas que a resolução destes problemas impõe – manutenção e restauro (adequado e segundo as boas regras de defesa do Património que este vasto espólio arquitectónico exige), são também elevados os custos para ter um apoio logístico necessário que permita manter o nosso Monumento Nacional aberto ao público durante todo o ano, 7 dias por semana, ininterruptamente das 9 às 19h, o que, só por si, é notável para uma instituição privada com espaços museológicos, que não recebe qualquer apoio do Estado, nem do governo central, nem dos órgãos autárquicos.

A Confraria é a única instituição na Região Centro, com espaços museológicos, que consegue garantir tal amplitude horária.

Há dias em que o único espaço museológico aberto em toda a cidade de Coimbra é o da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Acresce ainda que a Confraria também apoia pessoas carenciadas, como é seu objectivo estatutário.

Para tentar fazer face a este numeroso e avultado leque de obrigações que sobre si impende, decidiu a Confraria que os visitantes do seu Património, nomeadamente os que vêm com espírito puramente turístico, contribuíssem para todas estas necessidades da Instituição

O adro da igreja serve os frequentadores do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, sejam os devotos de Santa Isabel, que vêm rezar junto do seu túmulo, sejam os irmãos e confrades, sejam os paroquianos de Santa Clara, seja ainda todo o católico que, na sua devoção, aí se desloque com fins religiosos.

Convém esclarecer que o referido contributo não é solicitado a quem aceda à Igreja com fins devocionais. São até muitos os devotos que por ali passam de manhã, antes de irem para o trabalho.

De igual forma, têm-se recebido e atendido todos os pedidos de paróquias da diocese de Coimbra, que nas suas visitas ou passeios a Coimbra, nos pedem para aceder à igreja. A ninguém é solicitado qualquer contributo (a não ser que queiram visitar os espaços interiores).

Também os paroquianos de Santa Clara e, genericamente, os católicos da cidade de Coimbra podem aceder livremente à Igreja e ao seu adro, sem que lhes seja solicitado qualquer contributo.

Mas, tendo em conta os elevadíssimos custos de adequadas práticas de manutenção, conservação e restauro do Património, bem como a falta de apoios estatais para o efeito, está generalizado, pela Europa e por todo o País, o recurso a este tipo de contributo.

A Confraria pretende conciliar a presença de todos os visitantes, mas diferenciando, quem vem à Igreja da Rainha Santa com espírito religioso e quem vem com intuito meramente turístico.

A igreja é sobretudo a casa de Deus, uma casa de oração. A da Rainha Santa Isabel, além da presença real do Santíssimo Sacramento, Que todos os fiéis devem poder adorar, integra, na tribuna, o venerando corpo da Rainha Santa. Por isso, o acesso deve permanecer sempre livre para a oração. Assim deve ser em qualquer igreja.

De forma semelhante se disponibiliza o adro, designadamente para o estacionamento.

Se são fiéis, nomeadamente da cidade de Coimbra, nada lhes é solicitado.

Mas se forem turistas que vêm visitar o Mosteiro, é-lhes solicitado um donativo mínimo, destinado como se referiu, não só para compensar os gastos de funcionamento, mas tendo em vista também e sobretudo os elevadíssimos custos de manutenção e restauro que este vasto espólio arquitectónico exige.

É também com estas receitas que é possível manter o edifício aberto ao público em geral com a amplitude horária referida.

Relativamente às fotografias nos espaços da Confraria, existe um enquadramento legal chamado “direito de imagem”, de que não se abdica, por necessário para que as suas receitas revertam também para os objectivos estatutários da Confraria, sobretudo quando os interessados nas fotografias são essencialmente turistas e não devotos da cidade de Coimbra.

Esclarece-se ainda que, contrariamente a muitos outros espaços culturais, em que os responsáveis são remunerados e de nomeação política, na Confraria da Rainha Santa Isabel, os Mesários e irmãos realizam trabalho exclusivamente voluntário. Ninguém beneficia com as receitas turísticas, que são aplicadas, na sua totalidade, na sustentação do culto e em trabalhos de manutenção e restauro do Mosteiro e no funcionamento da Igreja.

A Confraria nem sequer dispõe de qualquer crédito das Águas de Coimbra ou da EDP; por exemplo: faltando o pagamento, eles cortam mesmo o abastecimento.

Além de que o valor de 1 euro (e não 2, como alguns média afirmam) solicitado aos turistas que desejam apenas visitar o adro serve de pretexto e incentivo para os mesmos turistas poderem também visitar o riquíssimo património no interior. Por mais 50 cêntimos ou por mais um euro, têm acesso a espaços interiores deslumbrantes. Mais de 95% dos turistas abordados aceita esse desafio.

Esta linha de acção de solicitar aos turistas um contributo por ocasião da sua visita insere-se na campanha mais vasta de angariação de fundos para as obras de conservação e restauro da Igreja, para permitir o culto da Santa Rainha, Padroeira da cidade de Coimbra

Isto não obsta a que se mantenha a preocupação de se tentar organizar várias actividades gratuitas para a população, nomeadamente a residentes na cidade de Coimbra.

A iniciativa que mais visibilidade obteve recentemente, foi a noite no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, co-organizada pela Confraria, Liga dos Combatentes, Roteiro Monástico, Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel, entre outras instituições da cidade.

Têm, contudo, passado mais despercebidas do grande público (porque não são noticiadas) as visitas guiadas gratuitas oferecidas a Instituições Particulares de Solidariedade Social, visando sobretudo grupos de idosos e pessoas mais desfavorecidas, bem como as visitas às exposições da Confraria por grupos de crianças carenciadas, apoiadas por instituições da Igreja…

Se os visitantes considerarem o contributo que lhes é pedido à entrada como uma pequena participação nesta tarefa ingente de cuidar deste belíssimo património e da sua preservação para as gerações futuras, verão com outros olhos a sua colaboração.

Na falta de apoios autárquicos, a Confraria vai mantendo as portas abertas e vai conseguindo fazer alguma coisa na recuperação do nosso património graças às visitas turísticas.

Quantas igrejas, inclusivamente em Coimbra, conhecemos encerradas, fechadas ao turismo, por não haver capacidade financeira para as abrir aos visitantes? Para não falar nos problemas de manutenção e restauro … Não há voluntários!

Neste tipo de espaços, é necessária vigilância. Nos últimos anos a Confraria já foi alvo de uma dezena de assaltos, muitos dos quais em plena luz do dia, apesar de estarem funcionários no recordatório. Os roubos constantes, a falta de voluntários e a impossibilidade de contratar mais pessoal obrigam a Confraria a tomar medidas que restringem algum acesso, mas que permite maior controlo dos visitantes através dos poucos meios de que dispõe.

A vigilância é cada vez mais necessária, não só para prevenir os roubos, mas também para evitar perigosas superstições sem sentido.

Há a percepção errada de que a Rainha Santa atrai muitas esmolas/donativos por ser o maior santuário da diocese de Coimbra. Ora, os devotos da Rainha Santa Isabel são justamente os mais humildes, os mais pobres. Vão ajudando como podem – alguns até com muito sacrifício – e a todos eles a Confraria agradece o imenso esforço, recomendando, no entanto, que não se privem do essencial para si e para os seus, ao ajudarem a Rainha Santa. Pelos pedidos de ajuda sócio-caritativa que chegam à Confraria, as pessoas vivem ainda em muitas dificuldades: a crise não passou, a austeridade mantém-se e os devotos sentem mais dificuldade em ajudar. Alguns até pedem que se recorde o mandamento da Santa Madre Igreja (ou preceito) que impõe ao cristão: “Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero…”. Atendendo à situação frágil da maioria dos devotos da Rainha Santa, antes se tem dado preferência à sensibilização dos devotos mais abastados no sentido de ajudarem a Confraria.

Coimbra e Sede da Confraria da Rainha Santa Isabel, em 7 de Junho de 2018

A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel

III – Fundamentos factuais:

Desde sempre, mas sobretudo desde o trânsito em julgado da referida decisão judicial, tem sido a Confraria da Rainha Santa Isabel quem tem exercido sobre o adro da Igreja em questão todos os actos de legítima e exclusiva proprietária, com as limitações decorrentes da Lei, disponibilizando-a para ser usada e fruída pela população em geral e pelos católicos em especial (a Igreja Católica é constituída pelos fiéis).

O Exército utilizou o espaço do adro da Igreja da Rainha Santa ao abrigo de servidão militar, decretada legalmente para defesa dos estabelecimentos militares que ali estiveram sediados.

Também as autoridades administrativas que têm poder de vigilância patrimonial sobre o imóvel em apreço, designadamente a hoje Direcção Regional de Cultura do Centro (e, antes, as suas congéneres, ainda que com outras designações oficiais), têm reconhecido a Confraria como proprietária do adro da Igreja, como aconteceu quando foi necessário vedar o adro em causa e, mais recentemente, quando foi indispensável intervir numa árvore de grande porte ali existente que representava perigo iminente de poder tombar.

Igualmente a Câmara Municipal de Coimbra tem reconhecido a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do espaço acima designado por adro da Igreja pois, por diversas ocasiões e em anos sucessivos, pediu à Confraria (e não ao Exército, nem ao Estado central) autorização para a ocupação do adro da Igreja com a realização de espectáculose outros eventos culturais promovidos pelo Município.

O mesmo tem acontecido com a Junta de Freguesia, para a realização de eventos desportivos por si promovidos.

Até a empresa municipal Águas de Coimbra reconhece a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do adro da Igreja, pois facturou recentemente à Confraria uns trabalhos efectuados nesse espaço do adro em apreço, sobre umas canalizações subterrâneas, existentes nesse mesmo adro e que se tinham rompido (ainda que estas canalizações sejam as que fazem a ligação da água ao edifício pertencente ao Estado e ainda sob jurisdição militar).

Assim sendo, como é, entende a Confraria que não pode haver dúvida séria acerca do seu direito de propriedade sobre o adro da Igreja.

1)Faculdade da Confraria da Rainha Santa Isabelem pedir aos visitantes um contributo para as despesas do culto e para as obras de conservação e restauro do seu património edificado,

Estatutariamente a Confraria da Rainha Santa Isabel tem o dever de manter os seus espaços “em estado de conservação, decência e limpeza”.

  1. a) Para defender os espaços que lhe pertencem, a Confraria viu-se obrigada a vedar esses seus espaços.

Na verdade, há cerca de uma década começou a verificar-se que o adro da Igreja, estava a ser constantemente vandalizado por frequentadores nocturnos (automóveis que aí se deslocavam para malabarismos em alta velocidade, que danificavam a calçada e os materiais logísticos ali existentes, tais como as passadeiras de acesso a deficientes, além de representarem um perigo para o próprio monumento; carrinhas estacionadas em espaços sombrios, ao fundo do adro, onde decorriam práticas de prostituição pouco consentâneas com a dignidade do espaço; tráfico de droga, que infestava os espaços de seringas e respectivo lixo, material muito perigoso para a saúde pública e que habitualmente é tratado de forma especial e adequada nos hospitais; garrafas de bebidas e dejectos à porta da própria igreja).

Confrontada diariamente com o descrito e deprimente cenário, pediu a Confraria ajuda à PSP, para uma vigilância mais assídua: mas, apesar de um reforço da vigilância policial, não havia efectivos suficientes para assegurar uma presença dissuasora.

Com o mesmo objectivo, pediu a Confraria à CMC a instalação de pinos elevatórios à entrada do adro do Mosteiro, para evitar que entrassem viaturas durante a noite, mantendo, todavia, o acesso para os peões que quisessem usufruir das vistas à noite, tendo obtido como resposta camarária que tal não era possível, pois os pinos que existiam estavam a dar problemas.

Esgotados os recursos e na falta de solução alternativa, a Confraria viu-se na necessidade de fechar o portão à noite, para salvaguarda do espaço e da sua dignidade.

  1. b) Pararealizar a essencial defesa, manutenção e conservação do Património, bem como a sua exposição ao público em geral, a Confraria fez um levantamento dos trabalhos a efectuar e dos respectivos custos.

E verificou-se que eram indispensáveis os seguintes trabalhos, sistemáticos e periódicos:

– a limpeza de todos os espaços e mobiliário;

– a preparação da Sala do Capítulo, para acolher um espaço polivalente, museológico e logístico (destinado e usado já para concertos, exposições, conferências, etc.);

– a preparação do Coro Alto não só para acolher visitas turísticas, mas também para a realização de eventos culturais, como vai ser o do primeiro concerto que iremos realizar no dia 16 de Junho à noite;

– o alargamento do espaço museológico ao Ante-Coro Alto e às galerias dos Claustros;

– o embelezamento do jardim dos Claustros, por exemplo, que todos louvam, embora nem todos se apercebam de que há ali um investimento anual regular de cerca de 6 a 10.000 euros, pagos com as receitas turísticas.

Neste momento, p. ex., está a decorrer a campanha de angariação de fundos para restauro da capela-mor da igreja da Rainha Santa Isabel.

Mas vão surgindo sempre outras dificuldades:

Há um telhado em risco de ruína, na caixa de escadas poente dos claustros, a que é indispensável acudir brevemente – já há a autorização para o efeito da Direcção Regional da Cultura do Centro –, o que se realizará logo que se consiga angariar o valor necessário para a obra.

Neste preciso momento, as térmitas continuam a carcomer os painéis de talha da igreja, do coro baixo e do coro alto.

Os claustros precisam de intervenções urgentes, agora que as obras de isolamento do telhado estão a chegar a seu termo.

São estes os problemas que ninguém vê.

Mesmo os fiéis só dão conta destes problemas quando são erguidos andaimes dentro da igreja, como aconteceu, há pouco tempo, quando começaram a cair pedaços do tecto.

Além das necessárias e avultadas despesas que a resolução destes problemas impõe – manutenção e restauro (adequado e segundo as boas regras de defesa do Património que este vasto espólio arquitectónico exige), são também elevados os custos para ter um apoio logístico necessário que permita manter o nosso Monumento Nacional aberto ao público durante todo o ano, 7 dias por semana, ininterruptamente das 9 às 19h, o que, só por si, é notável para uma instituição privada com espaços museológicos, que não recebe qualquer apoio do Estado, nem do governo central, nem dos órgãos autárquicos.

A Confraria é a única instituição na Região Centro, com espaços museológicos, que consegue garantir tal amplitude horária.

Há dias em que o único espaço museológico aberto em toda a cidade de Coimbra é o da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Acresce ainda que a Confraria também apoia pessoas carenciadas, como é seu objectivo estatutário.

Para tentar fazer face a este numeroso e avultado leque de obrigações que sobre si impende, decidiu a Confraria que os visitantes do seu Património, nomeadamente os que vêm com espírito puramente turístico, contribuíssem para todas estas necessidades da Instituição

O adro da igreja serve os frequentadores do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, sejam os devotos de Santa Isabel, que vêm rezar junto do seu túmulo, sejam os irmãos e confrades, sejam os paroquianos de Santa Clara, seja ainda todo o católico que, na sua devoção, aí se desloque com fins religiosos.

Convém esclarecer que o referido contributo não é solicitado a quem aceda à Igreja com fins devocionais. São até muitos os devotos que por ali passam de manhã, antes de irem para o trabalho.

De igual forma, têm-se recebido e atendido todos os pedidos de paróquias da diocese de Coimbra, que nas suas visitas ou passeios a Coimbra, nos pedem para aceder à igreja. A ninguém é solicitado qualquer contributo (a não ser que queiram visitar os espaços interiores).

Também os paroquianos de Santa Clara e, genericamente, os católicos da cidade de Coimbra podem aceder livremente à Igreja e ao seu adro, sem que lhes seja solicitado qualquer contributo.

Mas, tendo em conta os elevadíssimos custos de adequadas práticas de manutenção, conservação e restauro do Património, bem como a falta de apoios estatais para o efeito, está generalizado, pela Europa e por todo o País, o recurso a este tipo de contributo.

A Confraria pretende conciliar a presença de todos os visitantes, mas diferenciando, quem vem à Igreja da Rainha Santa com espírito religioso e quem vem com intuito meramente turístico.

A igreja é sobretudo a casa de Deus, uma casa de oração. A da Rainha Santa Isabel, além da presença real do Santíssimo Sacramento, Que todos os fiéis devem poder adorar, integra, na tribuna, o venerando corpo da Rainha Santa. Por isso, o acesso deve permanecer sempre livre para a oração. Assim deve ser em qualquer igreja.

De forma semelhante se disponibiliza o adro, designadamente para o estacionamento.

Se são fiéis, nomeadamente da cidade de Coimbra, nada lhes é solicitado.

Mas se forem turistas que vêm visitar o Mosteiro, é-lhes solicitado um donativo mínimo, destinado como se referiu, não só para compensar os gastos de funcionamento, mas tendo em vista também e sobretudo os elevadíssimos custos de manutenção e restauro que este vasto espólio arquitectónico exige.

É também com estas receitas que é possível manter o edifício aberto ao público em geral com a amplitude horária referida.

Relativamente às fotografias nos espaços da Confraria, existe um enquadramento legal chamado “direito de imagem”, de que não se abdica, por necessário para que as suas receitas revertam também para os objectivos estatutários da Confraria, sobretudo quando os interessados nas fotografias são essencialmente turistas e não devotos da cidade de Coimbra.

Esclarece-se ainda que, contrariamente a muitos outros espaços culturais, em que os responsáveis são remunerados e de nomeação política, na Confraria da Rainha Santa Isabel, os Mesários e irmãos realizam trabalho exclusivamente voluntário. Ninguém beneficia com as receitas turísticas, que são aplicadas, na sua totalidade, na sustentação do culto e em trabalhos de manutenção e restauro do Mosteiro e no funcionamento da Igreja.

A Confraria nem sequer dispõe de qualquer crédito das Águas de Coimbra ou da EDP; por exemplo: faltando o pagamento, eles cortam mesmo o abastecimento.

Além de que o valor de 1 euro (e não 2, como alguns média afirmam) solicitado aos turistas que desejam apenas visitar o adro serve de pretexto e incentivo para os mesmos turistas poderem também visitar o riquíssimo património no interior. Por mais 50 cêntimos ou por mais um euro, têm acesso a espaços interiores deslumbrantes. Mais de 95% dos turistas abordados aceita esse desafio.

Esta linha de acção de solicitar aos turistas um contributo por ocasião da sua visita insere-se na campanha mais vasta de angariação de fundos para as obras de conservação e restauro da Igreja, para permitir o culto da Santa Rainha, Padroeira da cidade de Coimbra

Isto não obsta a que se mantenha a preocupação de se tentar organizar várias actividades gratuitas para a população, nomeadamente a residentes na cidade de Coimbra.

A iniciativa que mais visibilidade obteve recentemente, foi a noite no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, co-organizada pela Confraria, Liga dos Combatentes, Roteiro Monástico, Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel, entre outras instituições da cidade.

Têm, contudo, passado mais despercebidas do grande público (porque não são noticiadas) as visitas guiadas gratuitas oferecidas a Instituições Particulares de Solidariedade Social, visando sobretudo grupos de idosos e pessoas mais desfavorecidas, bem como as visitas às exposições da Confraria por grupos de crianças carenciadas, apoiadas por instituições da Igreja…

Se os visitantes considerarem o contributo que lhes é pedido à entrada como uma pequena participação nesta tarefa ingente de cuidar deste belíssimo património e da sua preservação para as gerações futuras, verão com outros olhos a sua colaboração.

Na falta de apoios autárquicos, a Confraria vai mantendo as portas abertas e vai conseguindo fazer alguma coisa na recuperação do nosso património graças às visitas turísticas.

Quantas igrejas, inclusivamente em Coimbra, conhecemos encerradas, fechadas ao turismo, por não haver capacidade financeira para as abrir aos visitantes? Para não falar nos problemas de manutenção e restauro … Não há voluntários!

Neste tipo de espaços, é necessária vigilância. Nos últimos anos a Confraria já foi alvo de uma dezena de assaltos, muitos dos quais em plena luz do dia, apesar de estarem funcionários no recordatório. Os roubos constantes, a falta de voluntários e a impossibilidade de contratar mais pessoal obrigam a Confraria a tomar medidas que restringem algum acesso, mas que permite maior controlo dos visitantes através dos poucos meios de que dispõe.

A vigilância é cada vez mais necessária, não só para prevenir os roubos, mas também para evitar perigosas superstições sem sentido.

Há a percepção errada de que a Rainha Santa atrai muitas esmolas/donativos por ser o maior santuário da diocese de Coimbra. Ora, os devotos da Rainha Santa Isabel são justamente os mais humildes, os mais pobres. Vão ajudando como podem – alguns até com muito sacrifício – e a todos eles a Confraria agradece o imenso esforço, recomendando, no entanto, que não se privem do essencial para si e para os seus, ao ajudarem a Rainha Santa. Pelos pedidos de ajuda sócio-caritativa que chegam à Confraria, as pessoas vivem ainda em muitas dificuldades: a crise não passou, a austeridade mantém-se e os devotos sentem mais dificuldade em ajudar. Alguns até pedem que se recorde o mandamento da Santa Madre Igreja (ou preceito) que impõe ao cristão: “Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero…”. Atendendo à situação frágil da maioria dos devotos da Rainha Santa, antes se tem dado preferência à sensibilização dos devotos mais abastados no sentido de ajudarem a Confraria.

Coimbra e Sede da Confraria da Rainha Santa Isabel, em 7 de Junho de 2018

A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel

Abertura de concurso para novos Confrades

EDITAL

Faz-se público que, nos termos do disposto no artigo 8º do Compromisso da Confraria da Rainha Santa Isabel, autorizei a abertura de concurso para o provimento de 5 vagas de Confrades.

O prazo de apresentação de candidaturas decorre até às 18.30 horas do dia 23 de Maio de 2016, incl., devendo estas ser entregues ao funcionário da Confraria na Igreja da Rainha Santa Isabel a partir do dia 1 de Maio de 2016, juntamente com uma pequena nota biográfica.


Podem ser opositores as Irmãs e os Irmãos admitidos até à última reunião da Mesa Administrativa que estejam nas condições exigidas pelo artigo 7º do Compromisso da CRSI.

O preenchimento integral da ficha de candidatura, disponível na página web da Confraria ou na Igreja da Rainha Santa Isabel, dispensa os documentos exigidos pelo §3 do artigo 8º do Compromisso da CRSI.

Igreja da Rainha Santa Isabel, 1 de Maio de 2016

O Presidente da Mesa Administrativa

António Manuel Ribeiro Rebelo


Documentação: