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Culto

Falecera a Rainha D. Isabel em Estremoz, a 4 de Julho de 1336 e, no cumprimento das suas últimas vontades, logo se procedeu à trasladação do seu corpo para Coimbra, onde chegaria dias depois, sem mostrar qualquer sinal de decomposição, antes exalando, segundo a biografia com toda a probabilidade atribuída a D. Fr. Salvado Martins, que a lenda depois largamente confirmaria, um suavíssimo perfume. Tendo sempre presente a acção da Rainha no exercício da desvelada caridade que praticara em vida e profundamente impressionado pela incorruptibilidade do seu corpo, não tardou o povo a dar-lhe foros de santidade, fazendo do seu túmulo, na igreja do velho Mosteiro de Santa Clara, lugar de oração frequente e da sua memória via de intercessão para levar até junto de Deus as suas necessidades. Prova desse culto espontâneo, mas muito intenso, é o registo dos milagres que lhe iam sendo atribuídos e que pouco a pouco se juntaram à sua biografia. E é por demais significativo que a cerimónia nupcial do futuro Rei D. Duarte com Leonor de Aragão se tenha celebrado, a 22 de Setembro de 1428, na capela do coro velho da igreja de Santa Clara, junto do monumento que encerrava os seus despojos.

E foi a intensificação desse culto que levou o Rei D. Manuel I a solicitar à Santa Sé a sua beatificação, concedida pelo Papa Leão X, por breve de 15 de Abril de 1516, que, como se compreende, não só tornou oficial aquele culto espontâneo, como lhe deu novo incremento e mais disciplinada expressão, até pelo facto de tornar necessário, na diocese de Coimbra e na Capela Real, um ofício próprio, tanto na missa, como nas horas canónicas, cujo texto foi redigido por André de Resende. A participação oficial da Universidade de Coimbra nesse culto, vai trazer nova e mais alta expressão à veneração da Santa Rainha. Com efeito, D. João III, por cartas de 9 de Setembro de 1556, ordenava ao Reitor da Universidade, Doutor Afonso do Prado e ao Reitor do Colégio das Artes que em cada ano ambas as instituições participassem oficialmente nas celebrações que, no dia da sua festa litúrgica, se realizassem no Mosteiro em honra de Santa Isabel.

Cerca de 1560, por decisão da Abadessa D. Ana de Meneses, e com o patrocínio da Rainha D. Catarina, fundava-se uma Confraria sob a sua invocação, cujos estatutos foram logo aprovados e confirmados pelo Bispo de Coimbra, D Fr. João Soares. A participação conjunta de toda a população de Coimbra nesse preito permanente prestado à sua Padroeira estava aí bem expressa pelo facto de um dos mordomos da respectiva Mesa ser um homem honrado da Cidade, sendo o outro obrigatoriamente um Estudante. Assim se compreende que, com o tempo, a Rainha D. Isabel fosse oficialmente considerada como padroeira de toda a Nação Portuguesa, da Dioceses de Coimbra e Leiria e de algumas das nossas mais prestigiosas instituições, como a Universidade e a Academia das Ciências, ou como a Misericórdia de Alvor, multiplicando-se a erecção de confrarias que a tomaram por Padroeira, algumas da quais ainda se mantêm vivas, como a de Soure ou, fora de Portugal, no Brasil e na Califórnia.

Mercê dos esforços da diplomacia portuguesa e, depois em 1580, também da espanhola, o Papa Urbano VIII decreta finalmente a canonização, em cerimónia solene ocorrida em Roma, a 25 de Maio de 1625. A notícia é recebida em Coimbra com grandiosas manifestações públicas e privadas, promovidas pelo Bispo D. João Manuel, pelo Cabido, pelas Ordens religiosas, numa entusiástica demonstração de vitalidade da devoção que todos consagravam à nova Santa, como bem se patenteia na Relação que dessas festas se publicou em Coimbra, logo no ano seguinte. Além deste volume merece referência especial a intervenção da Universidade, como se pode ver pelo volume Sanctissimae Reginae Elisabethae Poeticum Certamen, publicado em 1626, por iniciativa do Reitor D. Francisco de Brito Meneses.

Entretanto a progressiva ruína do velho mosteiro, obrigando à construção de novo edifício de excepcionais dimensões e notável valor artístico no Monte da Esperança, vinha criar condições mais favoráveis à difusão e engrandecimento das manifestações desse culto, como se vê pelas descrições que até chegaram das cerimónias da trasladação, ocorrida a 29 de Outubro de 1677, ainda antes de concluídas as obras.

Numa singular simbiose entre a devoção popular e a participação convicta das instituições civis e universitárias de Coimbra, a Santa Rainha continuará bem presente na memória e no coração dos Portugueses e das gentes desta Região do País. E uma das manifestações mais expressivas dessa presença iria ser, sem dúvida, o â??préstito de capelosâ? à igreja de Santa Clara, que se vinha realizando todos os anos a 21 de Outubro, em cumprimento da deliberação do claustro pleno da Universidade reunido em 21 de Março de 1626, deliberação confirmada quase um século depois, a 10 de Maio de 1716, passando no entanto o préstito para 3 de Julho, e devendo a Universidade assistir no dia seguinte à missa e demais celebrações da festa.

Por provisão de D. João V, datada de 6 de Junho de 1746 e dirigida ao Reitor D. Francisco da Anunciação, ordenava o Monarca que, na festa a que a Universidade assistia â??em préstitoâ?, o pregador fosse sempre um Lente de Teologia, escolhido pelo critério de antiguidade. Por carta de 30 de Junho de 1773, como que a significar que a solenidade dessa procissão se mantinha após a promulgação dos novos Estatutos [da Universidade], ordenava o Marquês de Pombal ao Reitor-Reformador D. Francisco de Lemos que ele continuasse a realizar-se.

D. João VI aprova e confirma o antigo costume do préstito, como se vê pela acta do claustro pleno realizado em 11 de Julho de 1823. Mas a guerra civil em breve iria causar natural perturbação no cumprimento da secular tradição. A partir, pelo menos, de 1866, era o Presidente da Câmara Municipal quem, directamente ou através do Reitor, convidava o corpo universitário a incorporar-se com as suas insígnias na procissão da cidade.

E importa não esquecer outros sinais muito expressivos dessa devoção, que consta quase sete séculos, sobretudo no que toca à difusão da sua iconografia, através das mais variadas formas, mas muito especialmente nos â??registosâ? e nos painéis de azulejo colocados em tantas casas, assim transformadas em santuários familiares desse culto, que pressupunha fervorosos actos de oração pública e privada, documentados por textos como a Novena para a Festa da Augustíssima Rainha de Portugal Santa Isabel (Coimbra, 1762) ou as Preces e louvores dedicados à Rainha Santa (Coimbra, 1915). Culto esse que também se torna visível nas romagens, cumprimento de promessas, invocações e actos de veneração que, em multidões, o Povo de Coimbra, de dois em dois anos, quando a sua Imagem desce à cidade, numa espécie de visita de bênção e de paz, lhe dirige confiante e agradecido.

São estes dados da História, que encontrou na Evolução do culto de D. Isabel de Aragão, de António de Vasconcelos (Coimbra, 1894), a sua melhor e mais completa expressão, e da mera observação da realidade quotidiana, que nos permitem compreender a dimensão, a importância e o significado espiritual e social que continuam a fazer, nos nossos dias, do culto prestado à Rainha Santa um fenómeno vivo, de extraordinária riqueza humana que constitui, sem sombra de dúvida, uma das maiores expressões de religiosidade popular em toda a Europa.

Aníbal Pinto de Castro

Vida

Descendente da Casa Real de Aragão, Santa Isabel nasceu, muito provavelmente, em 11 de Fevereiro de 1270, em Saragoça. Onze anos depois, por procuração, era
realizado o seu casamento com Dom Dinis, consumado em Trancoso, em Junho de 1282.

Tornada Rainha de Portugal, Dona Isabel contemplaria Coimbra pela primeira vez em Outubro de 1282, cidade onde se recolheu após a viuvez e realizou muitas das práticas caritativas acompanhadas de prodigiosos milagres, que viriam a ter como expressão máxima a lenda da transformação do pão em rosas.

Falecida aos sessenta e seis anos, no dia 4 de Julho de 1336, em Estremoz, foi sepultada em Coimbra no dia 11 de Julho.

Irmãos desactivado

Inscrição de novos Irmãos da Rainha Santa Isabel

As pessoas que desejarem ser admitidas como irmãs ou irmãos associados da Confraria da Rainha Santa Isabel, deverão preencher uma ficha de inscrição, solicitar ao respectivo pároco que dê o seu parecer e entregar tudo preenchido juntamente com uma fotografia a um dos funcionários da Igreja da Rainha Santa.

A ficha de inscrição pode ser levantada na mesma Igreja. Em alternativa, poderão imprimi-la a partir do pdf que disponibilizamos a seguir.

 

Programa das Festas de 2011

Embora, como é hábito nos anos ímpares, não se realizem as procissões em 2011, nem por isso deixaremos de solenizar com todo o esplendor a festividade da nossa Excelsa Padroeira.

Algumas das celebrações das Festas da Rainha Santa de 2011, designadamente a missa solene das 11 horas no dia 4 e a missa da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, serão transmitidas em directo pela internet.
A conexão para o efeito é a seguinte: http://pt.justin.tv/rainhasantaisabel.

Programa

  • Dias 1, 2 e 3 de Julho, às 21h30, tríduo solene na Sua igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, com pregação a cargo do Revº Pe. José António Carneiro, da Diocese de Braga.
  • Dia 2 de Julho, às 15h00, distribuição de bens alimentares a 300 famílias carenciadas de Coimbra.
  • Dia 3 de Julho, às 11h00, missa solene da Confraria da Rainha Santa Isabel;
  • Dia 4 de Julho:
    • às 8h00, missa presidida pelo Revº Capelão da Confraria da Rainha Santa Isabel;
    • às 11h00, missa solene presidida pelo Revº Vigário-Geral da Diocese de Coimbra;
    • às 16h30, missa da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, com a participação de Suas Altezas Reais, os Senhores Duques de Bragança;
    • às 18h00, segundas vésperas.

Muito cordialmente convidamos todos os irmãos e a população em geral a participarem nas referidas solenidades, associando-se desse modo à celebração da Festa da Rainha Santa Isabel.

Coimbra, Junho de 2011

O Presidente da Mesa,

António Manuel Ribeiro Rebelo

Conexão para o programa:

http://pt.scribd.com/doc/58886200/Programa-Das-Festas-de-2011

Programa de 2010

Programa

Na Igreja da Rainha Santa

No dia 30 de Junho – Concerto pelo Ançã-ble: “A Rainha Santa e os Santos de Coimbra na Polifonia Portuguesa” às 21 H.

Nos dias 1, 2 e 3 de Julho – Tríduo preparatório com a Santa Missa ou Vésperas e pregação pelo Senhor D. Albino Mamede Cleto, Bispo de Coimbra, às 21.30 H.

Dia 4- Dia da Festa

8.00 H – Missa.
11.00 H – Missa solene presidida pelo Senhor D. Albino Mamede Cleto, Bispo de Coimbra.

Dia 8 – Saída da Procissão da Penitência às 19 H. Chegada à Portagem às 22 H, onde haverá saudação e cântico, seguindo-se um espectáculo de pirotecnia.

Na Igreja da Graça

Dia 9 e 10 de Julho – Missa com pregação às 9 H, 11 H e 18 H.

Dia 11 – Missa com pregação às 9 H, 11 H e 16 H.
Saída da Procissão Solene da tarde, às 17.30 H.
À chegada ao Templo da Rainha Santa, no adro, haverá breve alocução pelo Senhor Bispo de Coimbra e bênção com o Santo Lenho.

Conexão para o cartaz:

http://www.scribd.com/doc/33080945/cartaz2010

Conexão para o programa:

http://www.scribd.com/doc/33080403/desdobravel2010

Programa de 2011

Embora, como é hábito nos anos ímpares, não se realizem as procissões em 2011, nem por isso deixaremos de solenizar com todo o esplendor a festividade da nossa Excelsa Padroeira.

Algumas das celebrações das Festas da Rainha Santa de 2011, designadamente a missa solene das 11 horas no dia 4 e a missa da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, serão transmitidas em directo pela internet.
A conexão para o efeito é a seguinte: http://pt.justin.tv/rainhasantaisabel.

Programa

  • Dias 1, 2 e 3 de Julho, às 21h30, tríduo solene na Sua igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, com pregação a cargo do Revº Pe. José António Carneiro, da Diocese de Braga.
  • Dia 2 de Julho, às 15h00, distribuição de bens alimentares a 300 famílias carenciadas de Coimbra.
  • Dia 3 de Julho, às 11h00, missa solene da Confraria da Rainha Santa Isabel;
  • Dia 4 de Julho:
    • às 8h00, missa presidida pelo Revº Capelão da Confraria da Rainha Santa Isabel;
    • às 11h00, missa solene presidida pelo Revº Vigário-Geral da Diocese de Coimbra;
    • às 16h30, missa da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, com a participação de Suas Altezas Reais, os Senhores Duques de Bragança;
    • às 18h00, segundas vésperas.

Muito cordialmente convidamos todos os irmãos e a população em geral a participarem nas referidas solenidades, associando-se desse modo à celebração da Festa da Rainha Santa Isabel.

Coimbra, Junho de 2011

O Presidente da Mesa,

António Manuel Ribeiro Rebelo

Conexão para o programa:

http://pt.scribd.com/doc/58886200/Programa-Das-Festas-de-2011

Procissões

Lê com atenção

  • Os santos foram homens ou mulheres como tu. Todos os cristãos são chamados à santidade. Nas várias ocupações e géneros de vida, é sempre a mesma santidade que é cultivada por aqueles que são conduzidos pelo Espírito Santo, adoram a Deus em espírito e em verdade, e seguem a Cristo pobre, humilde, levando a cruz, a fim de participarem da Sua glória.
  • A Rainha Santa Isabel é modelo de simplicidade, de Amor aos outros, de perdão, de concórdia, de Amor a Deus.
  • Não te limites a ver passar a Sua Imagem. Se vieste só para isso, foi pouco o que te trouxe à Festa.
  • A Imagem não é a Rainha Santa Isabel, mas a sua representação. Ao olhar para a Imagem, o nosso espírito deve elevar-se para Aquela que está nos céus e pede a Deus por nós.
  • Só se adora a Deus, os Santos veneram-se. Os cristãos conscientes sabem que não devem ajoelhar quando passa a Imagem, mas inclinar a cabeça em sinal de respeito e de amor.
  • Ao Santo Lenho que vai debaixo do Pálio na Procissão de Domingo é que se deve ajoelhar porque é uma partícula da Cruz de Cristo.

Procissões

  • Uma Procissão é um acto de culto público em honra de Deus ou dos Santos.
  • Na Festa da Rainha Santa, há duas Procissões.

1.ª Procissão

  • Realiza-se no dia 11 de Julho de 2024 (Quinta-feira), com início logo a seguir à missa das 18 horas, no adro da Igreja da Rainha Santa.
  • É uma procissão penitencial e tem como finalidade proporcionar às pessoas oportunidade de cumprirem as suas promessas.
  • Tem, por isso, um espírito profundo de oração e penitência.
  • Guarda silêncio, medita e reza.
  • No Largo da Portagem haverá uma Saudação à Rainha Santa Isabel.

2.ª Procissão

  • É uma procissão solene de louvor e nela podem tomar parte todas as associações da Igreja, em manifestação da sua vitalidade cristã.
  • Terá lugar no Domingo dia 14 de Julho de 2024 (Domingo) e organiza-se a partir da Igreja de Santa Cruz, a seguir à missa das 16 horas.
  • Será presidida pelo Senhor Bispo de Coimbra.
  • Não deixes de dar um testemunho da tua Fé de Cristão através do teu silêncio e recolhimento, do teu comportamento, da tua atitude séria.

Orientações

  • Há uma equipa responsável pela organização.
  • Há lugar para todos e para cada um.
  • Acata com serenidade as orientações que forem dadas.
  • Se tencionas incorporar-te nas Procissões, lembra-te do seguinte:
  • O teu lugar é junto daqueles que têm a mesma insígnia que tu;
  • Se tens de acompanhar crianças de «anjo», leva-as a teu lado dentro da Procissão.
  • Não mudes de lugar a não ser que a organização te peça que o faças.
  • Guarda silêncio e respeito.
  • Não caminhes em grupo.
  • Mantém-te nas alas da Procissão.
  • Guarda a distância de cerca de um metro daquele que vai à tua frente.
  • Não deixes quebrar a procissão na tua zona.
  • Se quiseres fazer um pouco de esforço, tudo correrá bem e voltarás contente para tua casa.

Datas Importantes

Datas relacionadas com a Rainha Santa

11.02.1270 – Nasce em Saragoça, no Reino de Aragão.
11.02.1282 – Casa, por procuração, em Barcelona,com D. Dinis, Rei de Portugal.
24.06.1282 – Recebe as Bênçãos Matrimoniais com o seu esposo em Trancoso.
03.01.1290 – Nasce D. Constança de Portugal, filha de D. Isabel e D. Dinis.
08.021291 – Nasce de Afonso (D. Afonso IV de Portugal), filho de D. Isabel e D. Dinis.
03.01.1313 – Morre D. Constança de Portugal.
07.01.1325 – Morte de D. Dinis.
1325 – Peregrinação de D. Isabel a Santiago de Compostela
11.07.1326 – Morte de D. Isabel, filha de D. Afonso IV.
08.06.1330 – Sagração da nova igreja do Mosteiro de Santa Clara
04.07.1336 – Morte de D. Isabel em Estremoz.
11.07.1336 – Chega a Coimbra o seu corpo que, por sua expressa vontade, aqui ficou sepultado no túmulo que ela mesma mandara executar.
15.04.1516 – Beatificação pelo Papa Leão X.
04.07.1560 – Criação da Confraria da Rainha Santa Isabel
25.05.1625 – Canonização pelo Papa Urbano VIII
12.12.1647 – Alvará de D. João IV para a construção do novo mosteiro.
03.07.1649 – Lançamento da primeira pedra do novo mosteiro pelo Reitor da Universidade, D. Manuel de Saldanha.
29.10.1677 – Transferência da comunidade clarissa para o novo mosteiro e trasladação do túmulo de Santa Isabel.
26.06.1696 – Sagração da igreja, dedicada à Rainha Santa Isabel.
03.07.1696 – Trasladação do túmulo de Santa Isabel para a tribuna do altar-mor.

11.02.1270 – Nasce em Saragoça, no Reino de Aragão.

11.02.1282 – Casa, por procuração, em Barcelona,com D. Dinis, Rei de Portugal.

24.06.1282 – Recebe as Bênçãos Matrimoniais com o seu esposo em Trancoso.

03.01.1290 – Nasce D. Constança de Portugal, filha de D. Isabel e D. Dinis.

08.021291 – Nasce de Afonso (D. Afonso IV de Portugal), filho de D. Isabel e D. Dinis.

03.01.1313 – Morre D. Constança de Portugal.

07.01.1325 – Morte de D. Dinis.

1325 – Peregrinação de D. Isabel a Santiago de Compostela

11.07.1326 – Morte de D. Isabel, filha de D. Afonso IV.

08.06.1330 – Sagração da nova igreja do Mosteiro de Santa Clara

04.07.1336 – Morte de D. Isabel em Estremoz.

11.07.1336 – Chega a Coimbra o seu corpo que, por sua expressa vontade, aqui ficou sepultado no túmulo que ela mesma mandara executar.

15.04.1516 – Beatificação pelo Papa Leão X.

04.07.1560 – Criação da Confraria da Rainha Santa Isabel

25.05.1625 – Canonização pelo Papa Urbano VIII

12.12.1647 – Alvará de D. João IV para a construção do novo mosteiro.

03.07.1649 – Lançamento da primeira pedra do novo mosteiro pelo Reitor da Universidade, D. Manuel de Saldanha.

29.10.1677 – Transferência da comunidade clarissa para o novo mosteiro e trasladação do túmulo de Santa Isabel.

26.06.1696 – Sagração da igreja, dedicada à Rainha Santa Isabel.

03.07.1696 – Trasladação do túmulo de Santa Isabel para a tribuna do altar-mor.

Agradecimentos Festas de 2012

escudo da Confraria da Rainha Santa Isabel Uma vez terminadas as festas da Rainha Santa Isabel de 2012, a Mesa da Confraria não pode deixar de agradecer a quantos contribuíram para o bom êxito das festas. Em primeiro lugar, a Sua Exª Revª o Senhor Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes que dirigiu os mais importantes actos religiosos previstos: pela profundidade da reflexão que nos deixou ao longo do tríduo e no dia da solenidade de Santa Isabel, bem como pelo prazer e honra que nos deu em ter presidido à procissão solene do dia 8 de Julho.


Ao clero de Coimbra que participou nos diversos momentos das solenidades queremos deixar, na pessoa do presidente do Cabido da Diocese de Coimbra, o Revº Senhor Cónego Sertório Martins, uma palavra de vivo agradecimento pela colaboração prestada. À paróquia de Santa Cruz, na pessoa do seu Revº Pároco, Pe. Anselmo Gaspar, deixamos o nosso grato reconhecimento pela dignidade com que acolheram a veneranda imagem de Santa Isabel e pelo inexcedível zelo e espírito de colaboração por que sempre pautaram o seu relacionamento com a Confraria da Rainha Santa Isabel.

A todos quantos contribuíram para que as festas decorressem com segurança, de forma ordeira e organizada, designadamente aos escuteiros, forças de segurança e protecção civil, à Cruz Vermelha Portuguesa, ao INEM, aos Bombeiros, queremos manifestar o nosso público reconhecimento. À Empresa Municipal Turismo de Coimbra, agradecemos o habitual espírito de colaboração e disponibilidade na preparação e divulgação das festas da excelsa padroeira de Coimbra. Às autoridades académicas, civis e militares, às irmandades e demais movimentos da Igreja – e, neste ano, muito particularmente à Hermandad de Santa Isabel, hija de Zaragoza, Infanta de Aragon y Reina de Portugal – agradecemos a participação nos diversos momentos das festas.

Aos meios de comunicação social, da imprensa, rádio e televisão, que connosco colaboraram, estamos gratos pela sua participação e interesse demonstrado ao longo das festas e pela ajuda que nos prestaram na divulgação do programa das festas religiosas.

A todas as demais instituições que connosco colaboraram ou que contribuíram para o maior esplendor das festas (como foi o caso da Academia Martiniana, dos archeiros da Universidade de Coimbra, das bandas de música e de muitos), o nosso bem-haja.

Não podíamos deixar de renovar os nossos agradecimentos aos músicos, cantores e grupos que colaboraram na Gala das Rosas e na Serenata à Rainha Santa, bem como aos investigadores que participaram no Colóquio “SANTA ISABEL RAINHA DE PORTUGAL – CULTO E RELÍQUIAS”, e a todas as instituições que apoiaram a organização destes eventos.

Uma palavra muito especial de agradecimento é devida às irmãs e aos irmãos da Confraria da Rainha Santa Isabel, sobretudo a quem prescindiu de uma semana das suas férias para colaborar com a Confraria na preparação das festas e auxiliar os peregrinos no cumprimento da sua devoção junto do túmulo de Santa Isabel. A esse grupo de irmãs e irmãos empenhados recordo o que o Papa Bento XVI disse, há pouco mais de meio ano, ao passar em revista os principais momentos de 2011 na vida da Igreja:

“Para mim, uma das experiências mais importantes daqueles dias foi o encontro com os voluntários da Jornada Mundial da Juventude: eram cerca de 20 000 jovens, tendo todos, sem exceção, disponibilizado semanas ou meses da sua vida para colaborar na preparação técnica, organizativa e temática das atividades da JMJ, e tornando, precisamente assim, possível o desenvolvimento regular de tudo. Com o próprio tempo, o homem oferece sempre uma parte da sua própria vida. No fim, estes jovens estavam, visível e «palpavelmente», inundados duma grande sensação de felicidade: o seu tempo tinha um sentido; precisamente no dom do seu tempo e da sua força laboral, encontraram o tempo, a vida. E então tornou-se-me evidente uma coisa fundamental: estes jovens ofereceram, na fé, um pedaço de vida, e não porque isso lhes fora mandado, nem porque se ganha o céu com isso, nem mesmo porque assim se escapa ao perigo do inferno. Fizeram-no, porque queriam ser perfeitos.

Quantas vezes a vida dos cristãos se caracteriza pelo facto de olharem sobretudo para si mesmos; por assim dizer, fazem o bem para si mesmos. E como é grande, para todos os homens, a tentação de se preocuparem antes de mais nada consigo mesmos, de olharem para si mesmos, tornando-se assim interiormente vazios! Em Madrid, ao contrário, não se tratava de aperfeiçoar-se a si mesmo ou de querer conservar a própria vida para si mesmo. Estes jovens fizeram o bem – sem olhar ao peso e aos sacrifícios que o mesmo exigia – simplesmente porque é bom fazer o bem, é bom servir os outros. É preciso apenas ousar o salto. Tudo isto é antecedido pelo encontro com Jesus Cristo, um encontro que acende em nós o amor a Deus e aos outros e nos liberta da busca do nosso próprio «eu». Assim, recito uma oração atribuída a São Francisco Xavier: Faço o bem, não porque em troca entrarei no céu, nem porque de contrário me poderíeis mandar para o inferno. Faço-o por Vós, que sois o meu Rei e meu Senhor. E o mesmo comportamento fui encontrá-lo também na África, por exemplo nas Irmãs de Madre Teresa que se entregam às crianças abandonadas, doentes, pobres e atribuladas, sem se importarem consigo mesmas, tornando-se, precisamente assim, interiormente ricas e livres. Tal é o comportamento propriamente cristão”.

Estas palavras podiam ser aplicadas mutatis mutandis a todos os voluntários que, na semana das festas, prescindiram do seu tempo e passaram por muitas incomodidades e sacrifícios para servirem os outros. De vários pontos do País nos chegaram mensagens de agradecimento pela simpatia, dedicação e paciência com que as irmãs e os irmãos da Confraria da Rainha Santa Isabel acolheram, ajudaram e até levaram ao colo os devotos da sua Santa Padroeira. Por maiores que fossem as suas limitações, ninguém ficou privado de ir ou de ser levado ao túmulo de Santa Isabel. Por isso, a maior recompensa destes irmãos, como muitos nos testemunharam, foi a sensação de felicidade que experimentaram. Tal só era possível se o seu acto de entrega e de serviço aos outros fosse genuinamente abnegado, altruísta e desinteressado. Daí também a emoção que sentiram ao contribuir para a felicidade dos devotos de Santa Isabel, que desciam do túmulo em lágrimas, comovidos pela proximidade das relíquias de Santa Isabel. Estes depositavam na mão de Santa Isabel os problemas e aflições dos seus dramas pessoais. Aqueles sentiram o espírito da verdadeira caridade cristã, na entreajuda, na dádiva do seu tempo e do seu trabalho.

Quando solicitámos ao Senhor Bispo autorização para que a mão benfazeja de Santa Isabel fosse exposta, fizemo-lo “na esperança de que desperte, na alma de quantos a visitarem, nestes tempos difíceis que atravessamos, sentimentos de esperança em Deus, de caridade para com o próximo e de paz e amor entre os homens”. Perante quanto ficou dito, julgamos que o balanço é positivo e que os objectivos foram alcançados: houve, de facto, mais alegria em dar do que em receber, porque Santa Isabel nos demonstrou pelo seu exemplo de vida que o amor ao próximo é parte integrante do amor a Deus; por outro lado, a esperança em Deus é também correspondida através da bondade do homem. Compete-nos, por isso, dar continuidade a essa bela experiência e meditação que as festas nos proporcionaram, levando a esperança também aos outros.

Pela Mesa da Confraria da Rainha Santa Isabel

António Manuel Ribeiro Rebelo