Obra Social e Assistencial
Inspirada na vida e obra da sua padroeira, a Confraria não podia ficar indiferente às necessidades dos mais pobres. Logo no primeiro compromisso de 1560 se estabelecia que o remanescente das esmolas destinadas ao culto fosse aplicado na assistência aos irmãos mais carenciados, a quem deviam assistir na doença e na morte. O compromisso vigente, aprovado ainda sob a presidência do Doutor Vasconcelos, inscreve, entre os objectivos da Confraria, o exercício “da caridade, a exemplo da sua santa Padroeira, subsidiando as Instituições de beneficência e Obras de socorros a pobres, doentes e necessitados, existentes em Coimbra e subúrbio, quer tenham o carácter de assistência, quer de educação e ensino”. E a este objectivo a Confraria consagrava não menos de metade de todas as receitas.
São muitas as instituições que foram e têm sido apoiadas pela Confraria da Rainha Santa Isabel beneficiando dos seus donativos, começando actualmente pela paróquia de Santa Clara, a cuja acção sócio-caritativa a Confraria cede todos os ofertórios dos terceiros Domingos.
Nesse sentido também se têm empenhado as irmãs zeladoras da Confraria da Rainha Santa Isabel para, no dia 3 de Julho, distribuírem alimentos às famílias mais carenciadas. Todos os anos cerca de três a quatro centenas de famílias indicadas pelas Conferências Vicentinas têm beneficiado dessa ajuda.
A jóia da coroa desta acção social é a Casa de Formação Cristã, fundada em 1930 pelo então presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel, o Doutor Vasconcelos, com a designação de “Refúgio da Rainha Santa”. Actualmente, esta instituição, criada à sombra da Confraria da Rainha Santa Isabel, elege como objectivo principal a educação de adolescentes do sexo feminino com desvios comportamentais, perturbações emocionais ou com dificuldades de adaptação social devidas a situações de carência.

A Real Ordem de Santa Isabel, também conhecida por Ordem da Rainha Santa Isabel ou Ordem da Rainha Santa, é uma das três Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e tem como Santa Padroeira a Rainha Isabel de Aragão.

Restabelecida a independência em Portugal, Dom João IV, em 12 de Dezembro de 1640, iria patrocinar a construção de um novo mosteiro para acolher as religiosas Clarissas, fiéis depositárias dos despojos sagrados da Rainha Santa Isabel. Com este compromisso polÃtico-devocional procurava enaltecer a casa da sua veneranda antepassada, responsável pela reedificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em 1314, e afirmar o prestÃgio e o poder da nova dinastia dos Bragança.
Contrastando com a austeridade e sobriedade das áreas monásticas reservadas às freiras, traçadas por Frei João Turriano, irrompe a exuberância decorativa expressa na igreja, ponto de ligação entre a hospedaria, a Sul, e a portaria e os dormitórios, a Norte.
No campo da pintura, destaca-se o interessante conjunto da capela-mor, composto por várias telas, setecentistas, atribuÃdas ao











Ao mosteiro de Santa Clara-a-Velha de Coimbra anda associada uma inestimável memória histórica construída em larga medida pelo carisma da sua fundadora, a rainha Santa Isabel, e pelas marcas que nele deixou quando o escolheu para cenário dos seus últimos anos de vida e lhe legou os seus restos mortais.
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Assim, o espólio em exposição, constituído por documentos, em papel e em pergaminho, códices, ícones, medalhas, artefactos, fotografias, obras impressas, cartazes, é proveniente do Arquivo da Universidade de Coimbra, do Arquivo da Confraria da Rainha Santa Isabel, da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, do Museu Nacional Machado de Castro e de colecções particulares.