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Gala das Rosas de 2018

Gala das Rosas 2018

IV Edição da Gala das Rosas da Confraria da Rainha Santa Isabel terá lugar no próximo dia 30 de Junho, no Teatro Académico de Gil Vicente, pelas 21.30h. Os bilhetes estão à venda na Confraria da Rainha Santa Isabel e no TAGV.

O programa pode ser visto aqui:


programa da gala

Esclarecimento aos devotos e à população

Esclarecimento aos devotos e à população

Tendo sido suscitadas dúvidas em alguns meios de comunicação social sobre a propriedade do “adro da Igreja da Rainha Santa Isabel”, também conhecido como “pátio da entrada” e “varanda da Rainha Santa”, e sobre o direito da Confraria em pedir aos visitantes um contributo para as despesa do culto e para as obras de conservação e restauro do seu património edificado, vem a Confraria da Rainha Santa Isabel prestar o seguinte esclarecimento:

1) O adro da Igreja da Rainha Santa Isabel é propriedade da Confraria da Rainha Santa Isabel

A Confraria da Rainha Santa Isabel é a proprietária do espaço que constitui o adro da Igreja da Rainha Santa Isabel, com os fundamentos que a seguir resumidamente se expõem:

I – Fundamento histórico:

Na sequência da publicação do Decreto de 28 de Maio de 1834 que extinguiu as Ordens religiosas em Portugal e impôs a apropriação dos seus edifícios pelo Estado, publicado por Joaquim António de Aguiar (vulgarmente conhecido por “mata-frades”), quando faleceu a última monja ali recolhida no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, foi o Mosteiro das clarissas, incluindo a Igreja (hoje conhecida como Igreja da Rainha Santa) e o respectivo adro (o espaço que nos ocupa no presente esclarecimento) entregue à Confraria da Rainha Santa Isabel.

Aliás, no século XIX, este adro da Igreja, que servia não só os devotos da Rainha Santa, mas também os fiéis da área de Santa Clara, constituía um pátio totalmente fechado, rodeado por altos muros (como se pode ver em fotografias antigas) – incluindo pelo lado nascente – e até tinha portas de madeira – conforme está documentado por fotografias da época.

Em 1904, foi o presidente da Confraria, o Prof. Doutor Francisco José de Sousa Gomes, quem mandou deitar abaixo o muro a nascente (à direita numa das fotografias), “rasgando” o adro que ficou com a bela vista para a cidade que ainda hoje apresenta.

Mas a intenção do presidente da Confraria foi a de possibilitar que a cidade visse, bem de longe e sem quaisquer barreiras, o monumento dedicado à Imaculada Conceição de Nossa Senhora, que iria ser oferecido à Confraria da Rainha Santa Isabel pelo Bispo de Coimbra, D. Manuel de Bastos Pina (Benemérito da Confraria), por ocasião do 50º aniversário do dogma da Imaculada Conceição – conforme o ilustram fotografias da época -, o que ocorreu logo em 1905.

No final dos anos 20 do século passado, o Prof. Doutor António de Vasconcelos, quando voltou a exercer a presidência da Confraria, mandou colocar este monumento (dedicado à Imaculada Conceição de Nossa Senhora) no centro dos claustros do Mosteiro, onde ainda hoje se encontra.

Ora, só quem é dono dos espaços é que pode exercer neles actos como os acima descritos, os quais, aliás, não tiveram oposição de quem quer que fosse.

II – Fundamento judicial:

Em 9 de Abril de 1984, foi movido pelo Ministério Público (em representação do Estado Português – concretamente, a Direcção Geral do Património do Estado e o Ministério das Finanças e do Plano) e contra esta Confraria um processo judicial, em que foi pedido, além do mais, que fosse reconhecido que os bens entregues à Confraria pertenciam ao domínio público – cfr. Acção ordinária n.º 139/1984, que correu termos pela então 2.ª Secção do 1.º Juízo do Tribunal Judicial da comarca de Coimbra.

Este processo judicial culminou com o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 23 de Outubro de 1986, que confirmou as unânimes decisões anteriores, quer da 1.ª Instância (Sentença datada de 29/11/1984), quer do Tribunal da Relação de Coimbra (acórdão datado de 22/10/1985), que sempre julgaram totalmente improcedente o pedido formulado pelo autor do processo.

Aliás, no referido acórdão do S. T. J. é expressamente concluído o seguinte:

Assim sendo, como é, a Confraria teria adquirido a propriedade dos bens em causa nos princípios do ano de 1936, muito por consequência da publicação e entrada em vigor da citada Lei n.º 2078”.

Esta decisão judicial, proferida há cerca de 32 anos, foi aceite e acatada por todos, nomeadamente por ambas as partes litigantes.

Pacificamente … pelo menos, até hoje.

III – Fundamentos factuais:

Desde sempre, mas sobretudo desde o trânsito em julgado da referida decisão judicial, tem sido a Confraria da Rainha Santa Isabel quem tem exercido sobre o adro da Igreja em questão todos os actos de legítima e exclusiva proprietária, com as limitações decorrentes da Lei, disponibilizando-a para ser usada e fruída pela população em geral e pelos católicos em especial (a Igreja Católica é constituída pelos fiéis).

O Exército utilizou o espaço do adro da Igreja da Rainha Santa ao abrigo de servidão militar, decretada legalmente para defesa dos estabelecimentos militares que ali estiveram sediados.

Também as autoridades administrativas que têm poder de vigilância patrimonial sobre o imóvel em apreço, designadamente a hoje Direcção Regional de Cultura do Centro (e, antes, as suas congéneres, ainda que com outras designações oficiais), têm reconhecido a Confraria como proprietária do adro da Igreja, como aconteceu quando foi necessário vedar o adro em causa e, mais recentemente, quando foi indispensável intervir numa árvore de grande porte ali existente que representava perigo iminente de poder tombar.

Igualmente a Câmara Municipal de Coimbra tem reconhecido a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do espaço acima designado por adro da Igreja pois, por diversas ocasiões e em anos sucessivos, pediu à Confraria (e não ao Exército, nem ao Estado central) autorização para a ocupação do adro da Igreja com a realização de espectáculos e outros eventos culturais promovidos pelo Município.

O mesmo tem acontecido com a Junta de Freguesia, para a realização de eventos desportivos por si promovidos.

Até a empresa municipal Águas de Coimbra reconhece a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do adro da Igreja, pois facturou recentemente à Confraria uns trabalhos efectuados nesse espaço do adro em apreço, sobre umas canalizações subterrâneas, existentes nesse mesmo adro e que se tinham rompido (ainda que estas canalizações sejam as que fazem a ligação da água ao edifício pertencente ao Estado e ainda sob jurisdição militar).

Assim sendo, como é, entende a Confraria que não pode haver dúvida séria acerca do seu direito de propriedade sobre o adro da Igreja.

2) Faculdade da Confraria da Rainha Santa Isabel em pedir aos visitantes um contributo para as despesas do culto e para as obras de conservação e restauro do seu património edificado,

Estatutariamente a Confraria da Rainha Santa Isabel tem o dever de manter os seus espaços “em estado de conservação, decência e limpeza”.

  1. a) Para defender os espaços que lhe pertencem, a Confraria viu-se obrigada a vedar esses seus espaços.

Na verdade, há cerca de uma década começou a verificar-se que o adro da Igreja, estava a ser constantemente vandalizado por frequentadores nocturnos (automóveis que aí se deslocavam para malabarismos em alta velocidade, que danificavam a calçada e os materiais logísticos ali existentes, tais como as passadeiras de acesso a deficientes, além de representarem um perigo para o próprio monumento; carrinhas estacionadas em espaços sombrios, ao fundo do adro, onde decorriam práticas de prostituição pouco consentâneas com a dignidade do espaço; tráfico de droga, que infestava os espaços de seringas e respectivo lixo, material muito perigoso para a saúde pública e que habitualmente é tratado de forma especial e adequada nos hospitais; garrafas de bebidas e dejectos à porta da própria igreja).

Confrontada diariamente com o descrito e deprimente cenário, pediu a Confraria ajuda à PSP, para uma vigilância mais assídua: mas, apesar de um reforço da vigilância policial, não havia efectivos suficientes para assegurar uma presença dissuasora.

Com o mesmo objectivo, pediu a Confraria à CMC a instalação de pinos elevatórios à entrada do adro do Mosteiro, para evitar que entrassem viaturas durante a noite, mantendo, todavia, o acesso para os peões que quisessem usufruir das vistas à noite, tendo obtido como resposta camarária que tal não era possível, pois os pinos que existiam estavam a dar problemas.

Esgotados os recursos e na falta de solução alternativa, a Confraria viu-se na necessidade de fechar o portão à noite, para salvaguarda do espaço e da sua dignidade.

  1. b) Pararealizar a essencial defesa, manutenção e conservação do Património, bem como a sua exposição ao público em geral, a Confraria fez um levantamento dos trabalhos a efectuar e dos respectivos custos.

E verificou-se que eram indispensáveis os seguintes trabalhos, sistemáticos e periódicos:

– a limpeza de todos os espaços e mobiliário;

– a preparação da Sala do Capítulo, para acolher um espaço polivalente, museológico e logístico (destinado e usado já para concertos, exposições, conferências, etc.);

– a preparação do Coro Alto não só para acolher visitas turísticas, mas também para a realização de eventos culturais, como vai ser o do primeiro concerto que iremos realizar no dia 16 de Junho à noite;

– o alargamento do espaço museológico ao Ante-Coro Alto e às galerias dos Claustros;

– o embelezamento do jardim dos Claustros, por exemplo, que todos louvam, embora nem todos se apercebam de que há ali um investimento anual regular de cerca de 6 a 10.000 euros, pagos com as receitas turísticas.

Neste momento, p. ex., está a decorrer a campanha de angariação de fundos para restauro da capela-mor da igreja da Rainha Santa Isabel.

Mas vão surgindo sempre outras dificuldades:

Há um telhado em risco de ruína, na caixa de escadas poente dos claustros, a que é indispensável acudir brevemente – já há a autorização para o efeito da Direcção Regional da Cultura do Centro –, o que se realizará logo que se consiga angariar o valor necessário para a obra.

Neste preciso momento, as térmitas continuam a carcomer os painéis de talha da igreja, do coro baixo e do coro alto.

Os claustros precisam de intervenções urgentes, agora que as obras de isolamento do telhado estão a chegar a seu termo.

São estes os problemas que ninguém vê.

Mesmo os fiéis só dão conta destes problemas quando são erguidos andaimes dentro da igreja, como aconteceu, há pouco tempo, quando começaram a cair pedaços do tecto.

Além das necessárias e avultadas despesas que a resolução destes problemas impõe – manutenção e restauro (adequado e segundo as boas regras de defesa do Património que este vasto espólio arquitectónico exige), são também elevados os custos para ter um apoio logístico necessário que permita manter o nosso Monumento Nacional aberto ao público durante todo o ano, 7 dias por semana, ininterruptamente das 9 às 19h, o que, só por si, é notável para uma instituição privada com espaços museológicos, que não recebe qualquer apoio do Estado, nem do governo central, nem dos órgãos autárquicos.

A Confraria é a única instituição na Região Centro, com espaços museológicos, que consegue garantir tal amplitude horária.

Há dias em que o único espaço museológico aberto em toda a cidade de Coimbra é o da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Acresce ainda que a Confraria também apoia pessoas carenciadas, como é seu objectivo estatutário.

Para tentar fazer face a este numeroso e avultado leque de obrigações que sobre si impende, decidiu a Confraria que os visitantes do seu Património, nomeadamente os que vêm com espírito puramente turístico, contribuíssem para todas estas necessidades da Instituição

O adro da igreja serve os frequentadores do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, sejam os devotos de Santa Isabel, que vêm rezar junto do seu túmulo, sejam os irmãos e confrades, sejam os paroquianos de Santa Clara, seja ainda todo o católico que, na sua devoção, aí se desloque com fins religiosos.

Convém esclarecer que o referido contributo não é solicitado a quem aceda à Igreja com fins devocionais. São até muitos os devotos que por ali passam de manhã, antes de irem para o trabalho.

De igual forma, têm-se recebido e atendido todos os pedidos de paróquias da diocese de Coimbra, que nas suas visitas ou passeios a Coimbra, nos pedem para aceder à igreja. A ninguém é solicitado qualquer contributo (a não ser que queiram visitar os espaços interiores).

Também os paroquianos de Santa Clara e, genericamente, os católicos da cidade de Coimbra podem aceder livremente à Igreja e ao seu adro, sem que lhes seja solicitado qualquer contributo.

Mas, tendo em conta os elevadíssimos custos de adequadas práticas de manutenção, conservação e restauro do Património, bem como a falta de apoios estatais para o efeito, está generalizado, pela Europa e por todo o País, o recurso a este tipo de contributo.

A Confraria pretende conciliar a presença de todos os visitantes, mas diferenciando, quem vem à Igreja da Rainha Santa com espírito religioso e quem vem com intuito meramente turístico.

A igreja é sobretudo a casa de Deus, uma casa de oração. A da Rainha Santa Isabel, além da presença real do Santíssimo Sacramento, Que todos os fiéis devem poder adorar, integra, na tribuna, o venerando corpo da Rainha Santa. Por isso, o acesso deve permanecer sempre livre para a oração. Assim deve ser em qualquer igreja.

De forma semelhante se disponibiliza o adro, designadamente para o estacionamento.

Se são fiéis, nomeadamente da cidade de Coimbra, nada lhes é solicitado.

Mas se forem turistas que vêm visitar o Mosteiro, é-lhes solicitado um donativo mínimo, destinado como se referiu, não só para compensar os gastos de funcionamento, mas tendo em vista também e sobretudo os elevadíssimos custos de manutenção e restauro que este vasto espólio arquitectónico exige.

É também com estas receitas que é possível manter o edifício aberto ao público em geral com a amplitude horária referida.

Relativamente às fotografias nos espaços da Confraria, existe um enquadramento legal chamado “direito de imagem”, de que não se abdica, por necessário para que as suas receitas revertam também para os objectivos estatutários da Confraria, sobretudo quando os interessados nas fotografias são essencialmente turistas e não devotos da cidade de Coimbra.

Esclarece-se ainda que, contrariamente a muitos outros espaços culturais, em que os responsáveis são remunerados e de nomeação política, na Confraria da Rainha Santa Isabel, os Mesários e irmãos realizam trabalho exclusivamente voluntário. Ninguém beneficia com as receitas turísticas, que são aplicadas, na sua totalidade, na sustentação do culto e em trabalhos de manutenção e restauro do Mosteiro e no funcionamento da Igreja.

A Confraria nem sequer dispõe de qualquer crédito das Águas de Coimbra ou da EDP; por exemplo: faltando o pagamento, eles cortam mesmo o abastecimento.

Além de que o valor de 1 euro (e não 2, como alguns média afirmam) solicitado aos turistas que desejam apenas visitar o adro serve de pretexto e incentivo para os mesmos turistas poderem também visitar o riquíssimo património no interior. Por mais 50 cêntimos ou por mais um euro, têm acesso a espaços interiores deslumbrantes. Mais de 95% dos turistas abordados aceita esse desafio.

Esta linha de acção de solicitar aos turistas um contributo por ocasião da sua visita insere-se na campanha mais vasta de angariação de fundos para as obras de conservação e restauro da Igreja, para permitir o culto da Santa Rainha, Padroeira da cidade de Coimbra

Isto não obsta a que se mantenha a preocupação de se tentar organizar várias actividades gratuitas para a população, nomeadamente a residentes na cidade de Coimbra.

A iniciativa que mais visibilidade obteve recentemente, foi a noite no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, co-organizada pela Confraria, Liga dos Combatentes, Roteiro Monástico, Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel, entre outras instituições da cidade.

Têm, contudo, passado mais despercebidas do grande público (porque não são noticiadas) as visitas guiadas gratuitas oferecidas a Instituições Particulares de Solidariedade Social, visando sobretudo grupos de idosos e pessoas mais desfavorecidas, bem como as visitas às exposições da Confraria por grupos de crianças carenciadas, apoiadas por instituições da Igreja…

Se os visitantes considerarem o contributo que lhes é pedido à entrada como uma pequena participação nesta tarefa ingente de cuidar deste belíssimo património e da sua preservação para as gerações futuras, verão com outros olhos a sua colaboração.

Na falta de apoios autárquicos, a Confraria vai mantendo as portas abertas e vai conseguindo fazer alguma coisa na recuperação do nosso património graças às visitas turísticas.

Quantas igrejas, inclusivamente em Coimbra, conhecemos encerradas, fechadas ao turismo, por não haver capacidade financeira para as abrir aos visitantes? Para não falar nos problemas de manutenção e restauro … Não há voluntários!

Neste tipo de espaços, é necessária vigilância. Nos últimos anos a Confraria já foi alvo de uma dezena de assaltos, muitos dos quais em plena luz do dia, apesar de estarem funcionários no recordatório. Os roubos constantes, a falta de voluntários e a impossibilidade de contratar mais pessoal obrigam a Confraria a tomar medidas que restringem algum acesso, mas que permite maior controlo dos visitantes através dos poucos meios de que dispõe.

A vigilância é cada vez mais necessária, não só para prevenir os roubos, mas também para evitar perigosas superstições sem sentido.

Há a percepção errada de que a Rainha Santa atrai muitas esmolas/donativos por ser o maior santuário da diocese de Coimbra. Ora, os devotos da Rainha Santa Isabel são justamente os mais humildes, os mais pobres. Vão ajudando como podem – alguns até com muito sacrifício – e a todos eles a Confraria agradece o imenso esforço, recomendando, no entanto, que não se privem do essencial para si e para os seus, ao ajudarem a Rainha Santa. Pelos pedidos de ajuda sócio-caritativa que chegam à Confraria, as pessoas vivem ainda em muitas dificuldades: a crise não passou, a austeridade mantém-se e os devotos sentem mais dificuldade em ajudar. Alguns até pedem que se recorde o mandamento da Santa Madre Igreja (ou preceito) que impõe ao cristão: “Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero…”. Atendendo à situação frágil da maioria dos devotos da Rainha Santa, antes se tem dado preferência à sensibilização dos devotos mais abastados no sentido de ajudarem a Confraria.

Coimbra e Sede da Confraria da Rainha Santa Isabel, em 7 de Junho de 2018

A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel

III – Fundamentos factuais:

Desde sempre, mas sobretudo desde o trânsito em julgado da referida decisão judicial, tem sido a Confraria da Rainha Santa Isabel quem tem exercido sobre o adro da Igreja em questão todos os actos de legítima e exclusiva proprietária, com as limitações decorrentes da Lei, disponibilizando-a para ser usada e fruída pela população em geral e pelos católicos em especial (a Igreja Católica é constituída pelos fiéis).

O Exército utilizou o espaço do adro da Igreja da Rainha Santa ao abrigo de servidão militar, decretada legalmente para defesa dos estabelecimentos militares que ali estiveram sediados.

Também as autoridades administrativas que têm poder de vigilância patrimonial sobre o imóvel em apreço, designadamente a hoje Direcção Regional de Cultura do Centro (e, antes, as suas congéneres, ainda que com outras designações oficiais), têm reconhecido a Confraria como proprietária do adro da Igreja, como aconteceu quando foi necessário vedar o adro em causa e, mais recentemente, quando foi indispensável intervir numa árvore de grande porte ali existente que representava perigo iminente de poder tombar.

Igualmente a Câmara Municipal de Coimbra tem reconhecido a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do espaço acima designado por adro da Igreja pois, por diversas ocasiões e em anos sucessivos, pediu à Confraria (e não ao Exército, nem ao Estado central) autorização para a ocupação do adro da Igreja com a realização de espectáculose outros eventos culturais promovidos pelo Município.

O mesmo tem acontecido com a Junta de Freguesia, para a realização de eventos desportivos por si promovidos.

Até a empresa municipal Águas de Coimbra reconhece a Confraria da Rainha Santa Isabel como proprietária do adro da Igreja, pois facturou recentemente à Confraria uns trabalhos efectuados nesse espaço do adro em apreço, sobre umas canalizações subterrâneas, existentes nesse mesmo adro e que se tinham rompido (ainda que estas canalizações sejam as que fazem a ligação da água ao edifício pertencente ao Estado e ainda sob jurisdição militar).

Assim sendo, como é, entende a Confraria que não pode haver dúvida séria acerca do seu direito de propriedade sobre o adro da Igreja.

1)Faculdade da Confraria da Rainha Santa Isabelem pedir aos visitantes um contributo para as despesas do culto e para as obras de conservação e restauro do seu património edificado,

Estatutariamente a Confraria da Rainha Santa Isabel tem o dever de manter os seus espaços “em estado de conservação, decência e limpeza”.

  1. a) Para defender os espaços que lhe pertencem, a Confraria viu-se obrigada a vedar esses seus espaços.

Na verdade, há cerca de uma década começou a verificar-se que o adro da Igreja, estava a ser constantemente vandalizado por frequentadores nocturnos (automóveis que aí se deslocavam para malabarismos em alta velocidade, que danificavam a calçada e os materiais logísticos ali existentes, tais como as passadeiras de acesso a deficientes, além de representarem um perigo para o próprio monumento; carrinhas estacionadas em espaços sombrios, ao fundo do adro, onde decorriam práticas de prostituição pouco consentâneas com a dignidade do espaço; tráfico de droga, que infestava os espaços de seringas e respectivo lixo, material muito perigoso para a saúde pública e que habitualmente é tratado de forma especial e adequada nos hospitais; garrafas de bebidas e dejectos à porta da própria igreja).

Confrontada diariamente com o descrito e deprimente cenário, pediu a Confraria ajuda à PSP, para uma vigilância mais assídua: mas, apesar de um reforço da vigilância policial, não havia efectivos suficientes para assegurar uma presença dissuasora.

Com o mesmo objectivo, pediu a Confraria à CMC a instalação de pinos elevatórios à entrada do adro do Mosteiro, para evitar que entrassem viaturas durante a noite, mantendo, todavia, o acesso para os peões que quisessem usufruir das vistas à noite, tendo obtido como resposta camarária que tal não era possível, pois os pinos que existiam estavam a dar problemas.

Esgotados os recursos e na falta de solução alternativa, a Confraria viu-se na necessidade de fechar o portão à noite, para salvaguarda do espaço e da sua dignidade.

  1. b) Pararealizar a essencial defesa, manutenção e conservação do Património, bem como a sua exposição ao público em geral, a Confraria fez um levantamento dos trabalhos a efectuar e dos respectivos custos.

E verificou-se que eram indispensáveis os seguintes trabalhos, sistemáticos e periódicos:

– a limpeza de todos os espaços e mobiliário;

– a preparação da Sala do Capítulo, para acolher um espaço polivalente, museológico e logístico (destinado e usado já para concertos, exposições, conferências, etc.);

– a preparação do Coro Alto não só para acolher visitas turísticas, mas também para a realização de eventos culturais, como vai ser o do primeiro concerto que iremos realizar no dia 16 de Junho à noite;

– o alargamento do espaço museológico ao Ante-Coro Alto e às galerias dos Claustros;

– o embelezamento do jardim dos Claustros, por exemplo, que todos louvam, embora nem todos se apercebam de que há ali um investimento anual regular de cerca de 6 a 10.000 euros, pagos com as receitas turísticas.

Neste momento, p. ex., está a decorrer a campanha de angariação de fundos para restauro da capela-mor da igreja da Rainha Santa Isabel.

Mas vão surgindo sempre outras dificuldades:

Há um telhado em risco de ruína, na caixa de escadas poente dos claustros, a que é indispensável acudir brevemente – já há a autorização para o efeito da Direcção Regional da Cultura do Centro –, o que se realizará logo que se consiga angariar o valor necessário para a obra.

Neste preciso momento, as térmitas continuam a carcomer os painéis de talha da igreja, do coro baixo e do coro alto.

Os claustros precisam de intervenções urgentes, agora que as obras de isolamento do telhado estão a chegar a seu termo.

São estes os problemas que ninguém vê.

Mesmo os fiéis só dão conta destes problemas quando são erguidos andaimes dentro da igreja, como aconteceu, há pouco tempo, quando começaram a cair pedaços do tecto.

Além das necessárias e avultadas despesas que a resolução destes problemas impõe – manutenção e restauro (adequado e segundo as boas regras de defesa do Património que este vasto espólio arquitectónico exige), são também elevados os custos para ter um apoio logístico necessário que permita manter o nosso Monumento Nacional aberto ao público durante todo o ano, 7 dias por semana, ininterruptamente das 9 às 19h, o que, só por si, é notável para uma instituição privada com espaços museológicos, que não recebe qualquer apoio do Estado, nem do governo central, nem dos órgãos autárquicos.

A Confraria é a única instituição na Região Centro, com espaços museológicos, que consegue garantir tal amplitude horária.

Há dias em que o único espaço museológico aberto em toda a cidade de Coimbra é o da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Acresce ainda que a Confraria também apoia pessoas carenciadas, como é seu objectivo estatutário.

Para tentar fazer face a este numeroso e avultado leque de obrigações que sobre si impende, decidiu a Confraria que os visitantes do seu Património, nomeadamente os que vêm com espírito puramente turístico, contribuíssem para todas estas necessidades da Instituição

O adro da igreja serve os frequentadores do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, sejam os devotos de Santa Isabel, que vêm rezar junto do seu túmulo, sejam os irmãos e confrades, sejam os paroquianos de Santa Clara, seja ainda todo o católico que, na sua devoção, aí se desloque com fins religiosos.

Convém esclarecer que o referido contributo não é solicitado a quem aceda à Igreja com fins devocionais. São até muitos os devotos que por ali passam de manhã, antes de irem para o trabalho.

De igual forma, têm-se recebido e atendido todos os pedidos de paróquias da diocese de Coimbra, que nas suas visitas ou passeios a Coimbra, nos pedem para aceder à igreja. A ninguém é solicitado qualquer contributo (a não ser que queiram visitar os espaços interiores).

Também os paroquianos de Santa Clara e, genericamente, os católicos da cidade de Coimbra podem aceder livremente à Igreja e ao seu adro, sem que lhes seja solicitado qualquer contributo.

Mas, tendo em conta os elevadíssimos custos de adequadas práticas de manutenção, conservação e restauro do Património, bem como a falta de apoios estatais para o efeito, está generalizado, pela Europa e por todo o País, o recurso a este tipo de contributo.

A Confraria pretende conciliar a presença de todos os visitantes, mas diferenciando, quem vem à Igreja da Rainha Santa com espírito religioso e quem vem com intuito meramente turístico.

A igreja é sobretudo a casa de Deus, uma casa de oração. A da Rainha Santa Isabel, além da presença real do Santíssimo Sacramento, Que todos os fiéis devem poder adorar, integra, na tribuna, o venerando corpo da Rainha Santa. Por isso, o acesso deve permanecer sempre livre para a oração. Assim deve ser em qualquer igreja.

De forma semelhante se disponibiliza o adro, designadamente para o estacionamento.

Se são fiéis, nomeadamente da cidade de Coimbra, nada lhes é solicitado.

Mas se forem turistas que vêm visitar o Mosteiro, é-lhes solicitado um donativo mínimo, destinado como se referiu, não só para compensar os gastos de funcionamento, mas tendo em vista também e sobretudo os elevadíssimos custos de manutenção e restauro que este vasto espólio arquitectónico exige.

É também com estas receitas que é possível manter o edifício aberto ao público em geral com a amplitude horária referida.

Relativamente às fotografias nos espaços da Confraria, existe um enquadramento legal chamado “direito de imagem”, de que não se abdica, por necessário para que as suas receitas revertam também para os objectivos estatutários da Confraria, sobretudo quando os interessados nas fotografias são essencialmente turistas e não devotos da cidade de Coimbra.

Esclarece-se ainda que, contrariamente a muitos outros espaços culturais, em que os responsáveis são remunerados e de nomeação política, na Confraria da Rainha Santa Isabel, os Mesários e irmãos realizam trabalho exclusivamente voluntário. Ninguém beneficia com as receitas turísticas, que são aplicadas, na sua totalidade, na sustentação do culto e em trabalhos de manutenção e restauro do Mosteiro e no funcionamento da Igreja.

A Confraria nem sequer dispõe de qualquer crédito das Águas de Coimbra ou da EDP; por exemplo: faltando o pagamento, eles cortam mesmo o abastecimento.

Além de que o valor de 1 euro (e não 2, como alguns média afirmam) solicitado aos turistas que desejam apenas visitar o adro serve de pretexto e incentivo para os mesmos turistas poderem também visitar o riquíssimo património no interior. Por mais 50 cêntimos ou por mais um euro, têm acesso a espaços interiores deslumbrantes. Mais de 95% dos turistas abordados aceita esse desafio.

Esta linha de acção de solicitar aos turistas um contributo por ocasião da sua visita insere-se na campanha mais vasta de angariação de fundos para as obras de conservação e restauro da Igreja, para permitir o culto da Santa Rainha, Padroeira da cidade de Coimbra

Isto não obsta a que se mantenha a preocupação de se tentar organizar várias actividades gratuitas para a população, nomeadamente a residentes na cidade de Coimbra.

A iniciativa que mais visibilidade obteve recentemente, foi a noite no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, co-organizada pela Confraria, Liga dos Combatentes, Roteiro Monástico, Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel, entre outras instituições da cidade.

Têm, contudo, passado mais despercebidas do grande público (porque não são noticiadas) as visitas guiadas gratuitas oferecidas a Instituições Particulares de Solidariedade Social, visando sobretudo grupos de idosos e pessoas mais desfavorecidas, bem como as visitas às exposições da Confraria por grupos de crianças carenciadas, apoiadas por instituições da Igreja…

Se os visitantes considerarem o contributo que lhes é pedido à entrada como uma pequena participação nesta tarefa ingente de cuidar deste belíssimo património e da sua preservação para as gerações futuras, verão com outros olhos a sua colaboração.

Na falta de apoios autárquicos, a Confraria vai mantendo as portas abertas e vai conseguindo fazer alguma coisa na recuperação do nosso património graças às visitas turísticas.

Quantas igrejas, inclusivamente em Coimbra, conhecemos encerradas, fechadas ao turismo, por não haver capacidade financeira para as abrir aos visitantes? Para não falar nos problemas de manutenção e restauro … Não há voluntários!

Neste tipo de espaços, é necessária vigilância. Nos últimos anos a Confraria já foi alvo de uma dezena de assaltos, muitos dos quais em plena luz do dia, apesar de estarem funcionários no recordatório. Os roubos constantes, a falta de voluntários e a impossibilidade de contratar mais pessoal obrigam a Confraria a tomar medidas que restringem algum acesso, mas que permite maior controlo dos visitantes através dos poucos meios de que dispõe.

A vigilância é cada vez mais necessária, não só para prevenir os roubos, mas também para evitar perigosas superstições sem sentido.

Há a percepção errada de que a Rainha Santa atrai muitas esmolas/donativos por ser o maior santuário da diocese de Coimbra. Ora, os devotos da Rainha Santa Isabel são justamente os mais humildes, os mais pobres. Vão ajudando como podem – alguns até com muito sacrifício – e a todos eles a Confraria agradece o imenso esforço, recomendando, no entanto, que não se privem do essencial para si e para os seus, ao ajudarem a Rainha Santa. Pelos pedidos de ajuda sócio-caritativa que chegam à Confraria, as pessoas vivem ainda em muitas dificuldades: a crise não passou, a austeridade mantém-se e os devotos sentem mais dificuldade em ajudar. Alguns até pedem que se recorde o mandamento da Santa Madre Igreja (ou preceito) que impõe ao cristão: “Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero…”. Atendendo à situação frágil da maioria dos devotos da Rainha Santa, antes se tem dado preferência à sensibilização dos devotos mais abastados no sentido de ajudarem a Confraria.

Coimbra e Sede da Confraria da Rainha Santa Isabel, em 7 de Junho de 2018

A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel

Programa das Festas da Rainha Santa de 2018

PROCISSÃO

PROGRAMA DAS FESTAS DE 2018

Dia 1 de Julho, Domingo, às 21.30 h: Missa com pregação por S.E.R. o Senhor D. José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda.
Dia 2 de Julho, Segunda-feira, às 21.30 h: Missa com pregação por S.E.R. o Senhor D. José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda.
Dia 3 de Julho, Terça-feira, às 21.30 h: I Vésperas, com pregação por S.E.R. o Senhor D. José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda

Dia 4 de Julho, Quarta-feira:
• às 8 h – Missa de Santa Isabel
• às 11 h – Missa da Solenidade de Santa Isabel.
• às 16.30 h – Missa Solene na igreja da Rainha Santa integrada nas cerimónias anuais da Real Ordem de Santa Isabel, com a participação da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e a presença de Suas Altezas Reais os Senhores Duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel.
• às 18.30 h – II Vésperas

Dia 5 de Julho, Quinta-feira, às 18 h – Missa seguida da procissão penitencial, que conduzirá a Veneranda Imagem da Rainha Santa Isabel para a Igreja do Mosteiro de Santa Cruz.

Dia 8 de Julho, Domingo, às 16 h – Missa Solene na Igreja de Santa Cruz seguida da procissão solene, que reconduzirá a Veneranda Imagem da Rainha Santa Isabel à Sua igreja no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

Celebração da Santa Missa na Igreja de Santa Cruz:

  • Dia 6 de Julho: ÀS 9H, 10H, 11H E 17.30H.
  • Dia 7 de Julho: ÀS  9H, 10H, 11H E 17H.
  • Dia 8 de Julho: ÀS 9H, 10H, 11.30H E 16H.

Conexão para o cartaz:

https://www.scribd.com/document/381777486/Cartaz-das-Festas-2018

Conexão para o programa:

https://www.scribd.com/document/381777525/Programa-das-Festas-da-Rainha-Santa-Isabel-2018

Viagem a Itália

Mosteiro de Montecassino

28 de Abril a 2 de Maio de 2018

A Confraria da Rainha Santa Isabel organiza uma viagem a Roma, com deslocação a vários locais de interesse sagrado e cultural.

A inscrição é aberta a todos os interessados.

DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO:

A TAP concedeu mais cerca de duas semanas de prazo para quem ainda se quiser inscrever nas poucas vagas que restam da nossa viagem a Itália.

ITINERÁRIO DA VIAGEM:


28 ABRIL 2018 COIMBRA – LISBOA – ROMA
Comparência junto à Confraria da Rainha Santa em Coimbra às 02H45 e às 03H00 junto ao Hotel Astória, saída em autocarro com destino ao aeroporto de Lisboa. Formalidades de embarque. Saída em voo TAP pelas 06H50 direto a Roma. Chegada, pelas 11H00, desembarque e partida com destino à cidade de Roma. Chegada e almoço. À tarde visita às principais Basilicas de Roma: S. Pedro ad Vincola, São João de Latrão e Santa Maria Maior. No final, regresso ao Vaticano para assistir à missa vespertina na Basilica de São Pedro. No final viagem até ao Hotel, jantar e alojamento em Hotel. Breve visita panorâmica de Roma à noite.

29 ABRIL 2018 ROMA – MONTE CASSINO – S. GIOVANNI ROTONDO
Pequeno-almoço no hotel. No final viagem em autocarro de turismo, com destino ao Monte Cassino. Chegada e visitas a esta bonita localidade, com a sua famosa Abadia de Monte Cassino situa-se no topo do monte homónimo. Fundada por S. Bento de Núrsia por volta de 529, ela é o berço da Ordem dos Beneditinos e serviu de retiro a soberanos e pontífices. A Abadia contém imensas riquezas, entre elas uma preciosa biblioteca (Didier, abade de 1058 a 1087, mandou trazer de Constantinopla diversos livros) colocada sob a proteção direta de Roma, juntamente com uma galeria de preciosos quadros. Depois, prosseguimento até San Giovanni Rotondo, uma comuna italiana da região da Puglia, província de Foggia, com um belo Santuário onde está o sepulcro do Santo Padre Pio de Pietrelcina. Chegada e visitas. No final viagem até ao hotel, jantar e alojamento.

30 ABRIL 2018 S. GIOVANNI ROTONDO / LANCIANO / LORETO

Pequeno almoço no hotel. No final saída com destino a Lanciano, onde terá acontecido um famoso Milagre Eucarístico (ocorrido no século VIII). Chegada e visitas. No final almoço e saída com destino a Loreto e visita ao Santuário da Santa Casa de Loreto, um dos principais santuários de culto mariano no universo católico, considerado o mais importante da Itália. Foi construído junto à casa onde, segundo a tradição medieval, o Arcanjo Gabriel anunciou à Virgem Maria a maternidade divina e onde viveu a Sagrada Família. No final viagem até ao hotel, jantar e alojamento.

01 MAIO 2018 LORETO / NURSIA / CASSIA / SUBIACO / ROMA
Pequeno almoço no hotel. No final saída de autocarro com destino a Núrsia. Visita à Basílica de São Bento, um dos locais de peregrinação mais visitados, construída, segundo a tradição, sobre os restos da casa onde nasceu S. Bento. Depois prosseguimento para Cássia, chegada e visitas, especialmente ao Santuário de Santa Rita de Cássia. Santa Rita é conhecida como a “santa dos casos impossíveis”. Almoço e prosseguimento até Subiaco, com visita ao Mosteiro de São Bento, edificado sobre uma rocha onde se encontra a caverna onde São Bento viveu durante três anos e que hoje abriga um santuário. É o primeiro mosteiro fundado por São Bento. No final continuação da viagem até Roma. Chegada, jantar e alojamento no Hotel.

02 MAIO 2018 ROMA – LISBOA – COIMBRA
Pequeno almoço no hotel. No final saída com destino ao Vaticano para assistir à Audiência Pontificia, na Praça de São Pedro. Almoço. No final visita a Roma, pelo centro da cidade: Praça de Espanha, Fonte de Trevi, Panteão, Praça Navona, etc. No final transporte em autocarro privativo para o aeroporto. Chegada e formalidades de embarque e saída no vôo TAP, às 20H20 com destino a Lisboa, com chegada prevista para as 22H25. Formalidades de desembarque e transporte em autocarro privativo para Coimbra.

INCLUÍDO:

• Viagem de autocarro privativo: Coimbra / Aeroporto de Lisboa / Coimbra;
• Viagem de avião na TAP do Lisboa / Roma / Lisboa, em classe económica;
• Transporte grátis de 20 Kg.s de bagagem por pessoa;
• Transporte em autocarro de turismo: Aeroporto / Hotel / Aeroporto;
• Estadia em Hoteis 4***, em quartos duplos, c/ banho privativo;
• City Tax na cidade de Roma;
• Viagem em regime de Pensão Completa: Pequeno-almoço, almoço e jantar;
• Alojamento em Quartos Duplos ou Triplos;
• Autocarro de turismo para o circuito, conforme programa;
• Visitas conforme programa;
• Visitas com Guia local em Roma e auriculares, (onde for obrigatório);
• Seguro de viagem, no valor de 25.000,00 € (obrigatório) ;
• IVA.

Inscrições e mais informações em:

Confraria da Rainha Santa Isabel

Igreja da Rainha Santa Isabel

Alto de Stª Clara

P-3040-270 Coimbra

Telefone: +351 239441674 recordatoriocrsi@gmail.com

Visita à Senhora da Lapa

Lapa

14 de Abril de 2018

A Confraria da Rainha Santa Isabel vai organizar uma visita ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa e aos Mosteiros de Santa Maria de Salzedas e de S. João de Tarouca no dia 14 de Abril de 2018.

O programa será o seguinte:

Saída da Igreja da Rainha Santa às 7h15m (ou do Hotel Astória às 7h30m).

Ao chegarmos ao santuário, faremos a visita e participaremos na celebração eucarística do dia.

Segue-se a visita ao Museu do Santuário.

Antes do almoço, faremos ainda um pequeno passeio até à nascente do Rio Vouga, ali ao lado.

O almoço decorrerá no Refeitório do Santuário (constará de aperitivos/sopa/cabrito/sobremesa e bebidas).

Depois do almoço, iremos visitar e conviver um pouco com os Residentes do Lar  para Idosos do Santuário da Lapa.

Sairemos de seguida para Norte, para visitar os Mosteiros de Santa Maria de Salzedas e de S. João de Tarouca.


A chegada a Coimbra está prevista para cerca das 21 h.

As inscrições decorrem na Confraria da Rainha Santa Isabel ou na Ordem Terceira de S.Francisco e estão limitadas a 50 participantes.

O preço individual é de 45 euros e inclui o seguro de viagem, a deslocação, o almoço e a entrada no museu e nos mosteiros.

A viagem deve ser paga no acto da inscrição.

Inscrições e mais informações em:

Confraria da Rainha Santa Isabel

Igreja da Rainha Santa Isabel

Alto de Stª Clara

P-3040-270 Coimbra

Telefone: +351 239441674

recordatoriocrsi@gmail.com

Programa das Festas 2016

Programa das Festas da Rainha Santa Isabel – 2016

Já é público o programa das festas da Rainha Santa Isabel para 2016.


Na Igreja da Rainha Santa

Exposição da mão da Rainha Santa

De 1 a 13 de Julho (das 8.30 às 20.00H, excepto durante os actos litúrgicos)

Dias 1, 2 e 3 de Julho (às 21.30 h):

Tríduo preparatório com a Santa Missa ou Vésperas e pregação pelo Senhor D. Manuel Linda, Bispo das Forças Armadas.

Dia 4 de Julho:

8.00 h – Missa.
11.00 h – Missa da Solenidade de Santa Isabel presidida pelo Senhor Núncio Apostólico.
16.30 h – Missa Solene integrada nas cerimónias anuais da Real Ordem de Santa Isabel, com a participação da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e a presença de Suas Altezas Reais os Senhores Duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel.
18.30 h – II Vésperas.

Dia 7 de Julho (às 18.00 h):

Missa seguida da Procissão penitencial, que conduzirá a Veneranda Imagem da Rainha Santa Isabel para a Igreja do Mosteiro de Santa Cruz.. Chegada à Portagem pelas das 22H, onde haverá saudação pelo Senhor D. Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém, e cântico pelo Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, seguindo-se um espectáculo de pirotecnia.

Na Igreja de Santa Cruz

Dia 7 de Julho

Chegada da imagem pelas 23H

Dia 8 a 9 de Julho (das 8.00 h às 21.00 h)

Exposição da imagem na Igreja de Santa Cruz

Dia 8 de Julho

Missa às 8 h, 9 h, 10 h, 11 h e 17.30 h.

Dia 9 de Julho

Missa às 8 h, 9 h, 10 h e 11 h.

Missa às 18.00 h, seguida da Procissão Jubilar da Misericórdia que conduzirá a imagem da Rainha Santa da igreja de Santa Cruz para a Sé Nova.

Na Sé Nova

Dia 9 de Julho

Chegada da imagem pelas 21H

Dia 10 de Julho

Missa às 9 h e 11 h.

Missa Solene às 15.00 h presidida pelo Senhor D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, seguida de Procissão Solene.
À chegada ao Templo da Rainha Santa, no adro, haverá breve alocução pelo Senhor Bispo de Coimbra e bênção com o Santo Lenho.

Concerto da Beatificação

concertoNo dia 15 de Abril de 1516, o Papa Leão X assinava o breve de beatificação daquela que o povo considerava já santa. Para comemorar esta data, a Confraria organiza um concerto no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova com a colaboração da jovem harpista Beatriz Cortesão e da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense.

Programa


Harpista Beatriz Rodrigues Cortesão

1.    Passacaille, Haendel

2.    Nocturne, Glinka

3.    The Minstrel’s Adieu to his native Land, J. Thomas

4.    Fantasia sobre um tema da ópera “Eugene Onegin” de Tchaikovsky, E. Walter Kuhne

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

1.    Abertura Sinfónica – Alzira – Verdi

2.    Peer Gynt Suite – 1º andamento – Grieg

3.    Avé Maria – Schubert

4.    Bolero – Ravel

5.    Valsa de outros tempos – Gonçalo Paredes – Guitarra Portuguesa

Direção Artistica : Prof. Paulo Almeida

Abertura de concurso para novos Confrades

EDITAL

Faz-se público que, nos termos do disposto no artigo 8º do Compromisso da Confraria da Rainha Santa Isabel, autorizei a abertura de concurso para o provimento de 5 vagas de Confrades.

O prazo de apresentação de candidaturas decorre até às 18.30 horas do dia 23 de Maio de 2016, incl., devendo estas ser entregues ao funcionário da Confraria na Igreja da Rainha Santa Isabel a partir do dia 1 de Maio de 2016, juntamente com uma pequena nota biográfica.


Podem ser opositores as Irmãs e os Irmãos admitidos até à última reunião da Mesa Administrativa que estejam nas condições exigidas pelo artigo 7º do Compromisso da CRSI.

O preenchimento integral da ficha de candidatura, disponível na página web da Confraria ou na Igreja da Rainha Santa Isabel, dispensa os documentos exigidos pelo §3 do artigo 8º do Compromisso da CRSI.

Igreja da Rainha Santa Isabel, 1 de Maio de 2016

O Presidente da Mesa Administrativa

António Manuel Ribeiro Rebelo


Documentação:

No Centenário de Mestre Cabral Antunes – medalhista da Rainha Santa Isabel

Perfazem-se hoje cem anos desde o dia em que Coimbra viu nascer um dos seus filhos mais ilustres no século XX – José Maria Cabral Antunes, notável escultor e medalhista laureado com Prémios nacionais e internacionais, cuja actividade criadora se estendeu por várias décadas e muito se intensificou no último quartel da sua vida.

Em Dezembro de 1985, o Presidente da República, General Ramalho Eanes, veio a sua casa para o agraciar com o colar honorífico de Oficial da Ordem de Santiago e Espada; o Município de Coimbra, além de outros actos de homenagem, atribuiu-lhe a Medalha de Ouro da Cidade, imortalizou-o em busto colocado no Jardim de Santa Cruz e consagrou o seu nome na toponímia da urbe.

Cedo Cabral Antunes revelou a intuição inata para artes visuais e plásticas: aos quatro anos de idade já moldava bonecos e animais com miolo de pão; dois anos depois, entrando para o Jardim-Escola João de Deus, contacta com o barro e, já atraído pelas imagens de Camões e de Jesus Cristo, começa a sobressair no desenho e na modelação. Nestes mesmos domínios completa depois o respectivo Curso na Escola de Avelar Brotero, tendo como mestres Santos Sardinheiro, António Vitorino e Pereira Dias. Marcou-o, dos 13 para os 14 anos, o magistério de António Augusto Gonçalves. Não tardou que começasse a trabalhar em Casas de estatutária; ao longo de 15 anos nesse labor profissional apurou-se na destreza técnica que o iria singularizar como criador artístico. Tinha 22 anos quando ensaiou as suas aptidões na escultura monumental.
Celebrando – sob encomenda do Estado, de Autarquias, de Fundações, de Associações, etc. – efemérides históricas e figuras antigas e modernas com destaque público, nacional ou local, deixou implantados pelo País inúmeros monumentos escultóricos (estátuas, bustos, baixos-relevos, medalhões).
Entre as obras grandes de estatuária, basta nomear os monumentos “Aos Heróis do Ultramar” e “A João Paulo II” (Coimbra), os conjuntos escultóricos do Hospital Rovisco Pais (na Tocha) e do então Sanatório Infantil de Celas a Madona do Instituto Maternal de Coimbra, uma das estátuas alegóricas no Palácio da Justiça de Coimbra, a estátua do Infante D. Henrique no Portugal dos Pequenitos, e inúmeras imagens sacras, sobretudo da Virgem Maria (por exemplo, Nossa Senhora da Assunção no sítio mais alto de Portalegre), mas também de Santa Teresinha (na Igreja de Santo António das Antas, no Porto) e outras.
Entre os bustos e medalhões são de referir os de Visconde de Seabra (Anadia), Dr. Jorge de Faria (FLUC), Professores Elysio de Moura, Byssaia Barreto e Antunes Varela, António José de Almeida (Coimbra e Penacova) e Octaviano de Sá, Dr. Manuel Braga e Dr. Moura Relvas, o poeta Camilo Pessanha, os escritores Aquilino Ribeiro e João de Barros, o toureiro Manuel dos Santos, etc.
Quanto aos baixo-relevos, além dos impressivos frisos do Instituto Maternal de Coimbra e do extraordinário painel histórico-celebrativo de Santarém (comemorando o Centenário da elevação a cidade), Cabral Antunes criou vários pequenos murais alegórico-decorativos – por exemplo, em Coimbra, na Agência do Banco de Angola ou no Café Nicola.
Mas ao mesmo tempo, sobretudo na primeira fase da sua trajectória, Cabral Antunes cumpria também com excelência a sua vocação de escultor miniaturista – desde pitorescas colecções de figuras típicas regionais até às Pietàs e outras tocantes cenas da Paixão de Cristo.
As circunstâncias envolventes e a frouxa dinâmica do campo artístico em que se movia ditavam muitas vezes uma resposta de execução que, destacando-se sempre pelo rigor do traço e a coerência orgânica dos pormenores, corria conscientemente inelutáveis riscos de previsibilidade formal e de ênfase retórica (que alguns, com suspeita precipitação, taxariam de academismo). Contudo, as potencialidades criativas de Cabral Antunes eram inegáveis e encontravam actualização numa perícia assombrosa. Sublinhe-se, nos seus estilemas característicos, a coexistência do vigor físico e psicológico-moral das figuras retratadas ou alegóricas e da delicadeza subtil na representação (rosto, vestes, postura…) da beleza contemplativa e piedosa de grandes figuras femininas – maxime na extraordinária medalha consagrada a Santa Joana Princesa e em várias das dedicadas à Rainha Santa Isabel, no zénite da sua arte de inspiração mariana (tão realçada na belíssima medalha portuense de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro).
Data de 1963 a abertura fulgurante da vertente medalhística da obra de Cabral Antunes, com as peças “Centenário de D. Carlos”, “50 Anos de Vida Literária de Aquilino Ribeiro” e “D. Carlos e D. Amélia”. Só no decénio seguinte, rondaram logo a centena as medalhas criadas pelo artista conimbricense.
À medida que se ia afirmando como o maior medalhista português do seu tempo (assim era reconhecido, sem contestação, pelas editoras e pelos críticos, pelas publicações especializadas e pela imprensa generalista), as solicitações, oriundas de instituições públicas e privadas, ou provenientes de Gabinetes de Numismática e Medalhística, tornavam-se tão numerosas e prementes que lhe escasseava o tempo – não a inventiva, nem a energia operosa! – para a execução de estátuas, baixos-relevos e outra escultura monumental. Não obstante, é dessa época a criação, em acordo com a pragmática peculiar do trabalho para o espaço público, da já referida estátua do Papa S. João Paulo II (largo dos Arcos do Jardim, em Coimbra).
A última fase da trajectória artística de Cabral Antunes revela-se de ímpar produtividade, inspirada por temáticas diversas, mas com destaque para motivos e personagens em grande consonância com os valores ético-sociais, cívicos e espirituais que sempre distinguiram a sua mundividência e o seu modo de estar na vida. Aliás, como homem independente e espírito livre – num sentido que não pode ser reduzido à imagem de um temperamento individualista, numa personalidade rica em rasgos de generosidade! -, Mestre Cabral Antunes podia envolver-se intensamente, com lúcida e eficiente vibração, no tratamento artístico de temas e figuras não procurados ao sabor de interesses e ideologias de ocasião.
Assim, embora não cesse então de, com sua consumada perícia de retratista, fixar para a posteridade a efígie de gente grada da contemporaneidade pátria e conimbricense, esse período do escultor-medalhista que legava à sua cidade o emblemático Presépio e que anualmente assinalava com novas modelações o Natal de Cristo e as festas da Rainha Santa Isabel, distingue-se sobretudo pelas grandes séries medalhísticas: “Reis de Portugal”, “Rainhas consortes”, “Vice-Reis e Governadores da Índia”, “Santos Portugueses”, “Imortais do Amor”, “Quadros célebres da história da Medicina”, “Grandes Compositores”, “Escritores” relevantes do cânone da Literatura nacional (também enaltecidos em medalhas singulares, a começar pelas de Aquilino Ribeiro, que tanto admirava Cabral Antunes, e de Camões, Eugénio de Castro, João de Barros, António Nobre, etc.) e a grande colecção, depressa famosa, sobre o nosso Épico e os Episódios principais d’Os Lusíadas.
A doença fatídica sai-lhe ao caminho em momento de máxima pujança; e acomete-o de modo tão flagelante que o impede de completar a série “Vida de Cristo”, na qual investira as suas melhores faculdades sob o estímulo da inerente espiritualidade, tão conatural ao seu talento de artista católico.
Ao longo desse calvário, com desenlace a 6 de Abril de 1986, Mestre Cabral Antunes não deixa de trabalhar. Mas não pode iniciar sequer a concretização de um projecto com que sonhara anos e anos, a saber, um ciclo de interpretação simbólica da divina Commedia de Dante.
José Carlos Seabra Pereira